(imagem da internet)Tenho mãos de cozinheira. Unhas sempre aparadas, bem lixadas e quase nunca esmaltadas, para garantir boa higiene. No entanto, com as pontas dos dedos quase sempre escuras, manchadas de nódoa de casca de batata ou cenoura. Faz parte.
Tenho mãos de padeira. Apesar de um pouco tortas, por causa da artrose, elas trabalham, ligeiras e eficientes, entre tapas e carinhos, a massa de trigo, óleo e água, até que ela se renda ao toque e esteja pronta para virar pão.
Tenho mãos de confeiteira. Adoro misturas saborosas, de diferentes formatos, doces ou salgadas, que sejam saborosas, mas pouco calóricas, como convem a quem se pauta pelo conceito de alimentação saudável.
Estou sempre na cozinha, preparando gostosuras para família e quem chegar; por isso, olho muito para minhas mãos. Já estão se pintando devagar, por causa da idade, mas as vejo amorosas, ágeis e, depois de tanto tempo de forno e fogão, hábeis na feitura delicada dos alimentos.
Outro dia revi um filme, It's complicated (em português, Simplesmente complicado), com Meryl Streep - sempre maravilhosa! -, um Alec Baldwyn fora de forma, mas ainda bonito, e o competente Steve Martin. É uma comédia romântica, na qual a personagem de Meryl viveu por um tempo na França, onde aprendeu confeitaria com os mestres de lá. Há uma cena linda, início do envolvimento entre ela e o personagem de Steve Martin, ambos divorciados e em busca de uma relação leve e prazerosa. Ela o leva, de madrugada, até sua confeitaria, ele pede um croissant de chocolate. Aí começa um movimento rápido de cenas cheias de risos, toques de mãos, ela ensinando, ele aprendendo, uma cumplicidade deliciosa que termina com os dois saboreando os croissants, quando, então, ele lhe toma a mão delicadamente e começa a olhar e a beijar as pequenas marcas deixadas pelo tempo e pela vida passada na doceria. Emocionante!
Descobri que gosto muito das minhas mãos e que cozinhar é um ato carregado de sensualidade. Fiz a escolha certa!
Tenho mãos de padeira. Apesar de um pouco tortas, por causa da artrose, elas trabalham, ligeiras e eficientes, entre tapas e carinhos, a massa de trigo, óleo e água, até que ela se renda ao toque e esteja pronta para virar pão.
Tenho mãos de confeiteira. Adoro misturas saborosas, de diferentes formatos, doces ou salgadas, que sejam saborosas, mas pouco calóricas, como convem a quem se pauta pelo conceito de alimentação saudável.
Estou sempre na cozinha, preparando gostosuras para família e quem chegar; por isso, olho muito para minhas mãos. Já estão se pintando devagar, por causa da idade, mas as vejo amorosas, ágeis e, depois de tanto tempo de forno e fogão, hábeis na feitura delicada dos alimentos.
Outro dia revi um filme, It's complicated (em português, Simplesmente complicado), com Meryl Streep - sempre maravilhosa! -, um Alec Baldwyn fora de forma, mas ainda bonito, e o competente Steve Martin. É uma comédia romântica, na qual a personagem de Meryl viveu por um tempo na França, onde aprendeu confeitaria com os mestres de lá. Há uma cena linda, início do envolvimento entre ela e o personagem de Steve Martin, ambos divorciados e em busca de uma relação leve e prazerosa. Ela o leva, de madrugada, até sua confeitaria, ele pede um croissant de chocolate. Aí começa um movimento rápido de cenas cheias de risos, toques de mãos, ela ensinando, ele aprendendo, uma cumplicidade deliciosa que termina com os dois saboreando os croissants, quando, então, ele lhe toma a mão delicadamente e começa a olhar e a beijar as pequenas marcas deixadas pelo tempo e pela vida passada na doceria. Emocionante!
Descobri que gosto muito das minhas mãos e que cozinhar é um ato carregado de sensualidade. Fiz a escolha certa!



