segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A armadilha das palavras

(imagem do bing)


Sou fascinada pelas palavras. Quando bem combinadas, expressam sentimentos, aproximam pessoas, divulgam idéias, comunicam. No entanto, nem sempre a linguagem é uma fonte de entendimento. Simples. Há uma lacuna - de tempo, de estado de espírito, de construções emocionais, enfim, de bagagem de vida - entre aquele que escreve e aquele que lê.

Desde que comecei meu blog, tenho pautado minha prestação de serviço pela ética, citando fontes, reproduzindo mais de um texto sobre o mesmo assunto, fornecendo endereços virtuais de pesquisa, dentre outros recursos. E quem quer que bata à porta da minha cozinha, encontra também gentileza, amorosidade, compartilhamento e, acima de tudo, um profundo respeito. Esta mesma conduta é seguida quando deixo comentários nos blogs que sigo. Fiz amigos queridos por intermédio deste espaço democrático e hoje as pessoas enviam contribuições, questionam, perguntam, colocam suas dúvidas, além de me alimentarem com seu carinho. Com os mais próximos, permito-me até algumas cutucadas, ou mesmo provocações, quando sinto que podem rever suas perspectivas. Afirmo, com tranquilidade, que sou piloto de teste de tudo que informo aqui e muito hábitos alimentares saudáveis já estão incorporados à minha vida diária e da minha família há muitos anos. Sei que pessoas já se beneficiaram com mudanças no seu sistema alimentar e fico feliz. O fato de ter sido acometida por uma doença grave produz uma certa confiabilidade e a sensação de acolhimento naqueles que também estão enfrentando suas lutas pessoais.

Reconheço que os médicos ainda não creditam à alimentação a responsabilidade por muitos dos males modernos, nem a possibilidade de preveni-los, ou mesmo evitar sua progressão quando já instalados. Eles se sentem mais confortáveis seguindo seus protocolos, confiando nas drogas disponíveis, nos tratamentos padronizados, o que representa segurança para seus pacientes, mas também para eles mesmos, caso alguma intercorrência mude o rumo dos resultados esperados, sejam eles bons ou ruins. É que sua área de conhecimento é medicina. Nutrição também faz parte do campo da saúde, mas o profissional é outro - nutricionista, ou nutrólogo. E no seu domínio, há pesquisa consistente sobre a função dos alimentos, que talvez os médicos não conheçam. Ainda. Assim como psicólogos e terapeutas são igualmente profissionais da saúde e possuem ferramentas bem fundamentadas para cuidar da mente e das emoções humanas. Quem abre seu leque de recursos no cuidado com a própria saúde tem maiores possibilidades de sucesso.

O impressionante Dr. David Servan-Schreiber - ele de novo! -, neurocientista diagnosticado com um câncer de cérebro agressivo e com prognóstico de sobrevida de 6 semanas, acabou aumentando seu tempo no planetinha azul em 19 anos, como já disse aqui. Porque foi corajoso o suficiente para produzir mudanças em sua vida pessoal, com base em um tripé que faz bem para todo mundo: alimentação saudável, atividade física e estado de espírito de qualidade.

Hoje escolhi abordar aqui o aspecto das emoções e do estresse. Particularmente, não acredito em resignação. Quem está lutando contra uma doença, com certeza não está resignado. Por vezes, para proteger seus amados do sofrimento, pessoas fingem uma serenidade que não estão sentindo. Qualquer um sabe que emoções reprimidas resultam em doenças, ou as agravam. Segundo o meu sistema de crenças, algumas coisas não temos como mudar: fazem parte de um projeto reencarnatório com o qual nos compremetemos. Entretanto, sobre outras tantas situações podemos atuar pró-ativamente. Há cansaço, há dor, há desânimo, há raiva e cada um conhece o seu limite, até onde sustentar a luta. Todas essas emoções são legítimas e devem ser vividas, até que esvaziemos nossas almas. Mesmo as que não são socialmente aceitas, ou que nos causam vergonha. Quem sofre não pode escamotear seus medos, sua exaustão, sua dificuldade de enfrentamento. Ficar doente não é lindo, não é agradável e não traz ganho psicológico duradouro, por mais que as pessoas fiquem nos dizendo aquilo que aparentemente desejamos ouvir. É mais saudável expressar o que estamos sentindo e focar no sentido da vida, como nas palavras do Dr. Servan-Schreiber: " Aprender a lutar contra o câncer é aprender a nutrir a vida dentro de nós. Mas não é obrigatoriamente uma luta contra a morte (que é o que os médicos se sentem na obrigação de fazer conosco, grifo meu). Ter êxito nesse aprendizado é chegar a tocar na essência da vida, encontrar uma completude e uma paz que a tornam mais bela. Pode acontecer de a morte fazer parte desse êxito. Há pessoas que vivem suas vidas sem apreciar seu verdadeiro valor. Outras vivem a própria morte com uma tal plenitude, uma tal dignidade, que ela parece ser a realização de uma obra extraordinária e dar um sentido a tudo que viveram. Preparando-se para a morte (independentemente de estarmos doentes, ou não, grifo meu), libera-se a energia às vezes necessária à vida. É preciso começar desarmando o medo."

Ao postar aqui, ao falar do que falo, ao comentar os posts dos amigos, estou focada na vida, esta aventura extraordinária que se renova a cada amanhecer.

Um abraço verdadeiro, cheio de respeito e compaixão.

P.S.: Havia esquecido e voltei para dizer: continuo acreditando firmemente em milagres, bem como no avanço da pesquisa científica.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Por que ela vale tanto em pé?

(imagem do bing)


Um chefe índio Seattle, em um discurso antológico que muita gente conhece, disse que tudo sobre a terra está interligado; ou seja, que somos um com tudo que vive. Este blog começou a partir de uma preocupação minha em promover ecologia interior através de uma alimentação saudável e funcional, ou seja, que realiza uma função na prevenção e controle de doenças.

Sabemos não ser apenas o que entra pela nossa boca que é fundamental para a homeostase - um estado de perfeito equilíbrio do organismo. O que pensamos, o ar que respiramos, a água que bebemos, enfim tudo está conectado para promover esse equilíbrio. Ou deveria.

Como sou uma estudiosa e praticante da doutrina espírita, a matéria de capa da revista Superinteressante deste mês - CIÊNCIA ESPÍRITA - acenou-me da banca e eu a comprei. A matéria acrescenta pouca informação ao que já temos visto nos mais diversos meios de comunicação.

No entanto, ao continuar a ler a revista, deparei com um informe publicitário muito interessante sobre o um movimento chamado Planeta Sustentável.

Reproduzo para vocês o texto.


POR QUE ELA VALE TANTO EM PÉ?

As florestas fornecem tantos benefícios para nós, diretos ou indiretos, que os especialistas costumam dividi-los em quatro tipos chamados serviços ambientais ou ecossistêmicos.

Reguladores:

As florestas realizam processos vitais que raramente recebem valor monetário, como a proteção dos rios, a regulação do clima e das chuvas e o armazenamento de carbono na atmosfera.

De provisão:

Fornecem bens diretos - frutos óleos, madeira, fibras - que resultam em alimento e matéria-prima para produtos e indústrias, como a farmacêutica, de construção e de cosméticos.

De suporte:

Fornecem benefícios indiretos para as pessoas, como a formação dos solos e crescimento das plantas, mas fundamentais para os outros serviços, por promover o equilíbrio dos ecossistemas.

Culturais:

Representados no turismo, nos esportes e no lazer, bens imateriais - recreativos, estéticos e até espirituais - são fornecidos pela floresta, em função de nossa ligação com elas.

Pagar para preservar

Para que a floresta continue garantindo esses serviços e não vire apenas madeira e carvão, especialistas defendem uma remuneração especial para quem cuida dela:

"A forma como a floresta é gerida é que determina a extensão dos serviços ambientais e como eles serão transformados em benefícios sociais, econômicos e ambientais. Boa parte dos custos e do trabalho de manejar e preservar a mata recai sobre poucos indivíduos ou entidades, enquanto os benefícios que ela traz são públicos e amplos para a sociedade. Por isso, é importante que quem atue pró-ativamente para manter essas funções e benefícios seja remunerado. Um mecanismo de pagamento por serviços ambientais serve de incentivo e amplia os esforços de conservação e gestão sustentável das florestas." (Tasso Azevedo, engenheiro florestal, conselheiro do Planeta Sustentável)


Os países do Primeiro Mundo também tiveram, no passado, que realizar campanhas deste tipo: a princípio, uma remuneração que incentivasse o cidadão comum a aderir; e, junto com ela, uma ênfase na educação ambiental, pois só a educação promove mudanças duradouras.

Sei que o assunto já foi mais do que explorado e que a maioria de nós está sabendo disso. Entretanto, o desmatamento continua, as queimadas e a seca nos assustam e receiamos a temporadas das águas que vem por aí. Alguns acham que é ingenuidade pensar numa reversão do apocalipse planetário. Mas eu escolho continuar acreditando.


O Planeta Sustentável produz conhecimento para despertar a consciência das pessoas por um mundo melhor. http://www.planetasustentavel.com.br/

domingo, 25 de setembro de 2011

Rapidinhas da cozinha: esclarecimento

(imagem do bing)


0O comentário de minha querida amiga Wilma Didou, dona do blog http://cancerdemamamulherdepeito.blogspot.com/, na postagem anterior, levantou uma questão importante a respeito da cúrcuma e do açafrão. Grosso modo, são plantas diferentes, uma originária da Indonésia e a outra uma especiaria trazida da Índia e cultivada aqui mesmo, com sucesso na nossa Amazônia tão rica e maravilhosa.

Realmente o pó vendido em lojas de importados e conhecido como cúrcuma, ou curry, custa uma fábula, devido ao modo de produção do pó, retirado do pistilo da flor; porém, em termos funcionais, não possui qualquer diferença em relação ao nosso açafrão-da-terra, significativamente mais barato. Por que? Ambas as plantas são parentes do gengibre (família Zingiberaceae) e o princípio ativo, com todas aquelas propriedades maravilhosas, a curcumina, está presente nas duas. No comércio, em geral não se faz distinção entre os nomes do pozinho que vale ouro no quesito saúde: chamam-no de cúrcuma, açafrão, ou curry. Ele é extraído da raiz da planta, de cor amarelada, que o caracteriza.

Sugestão: deve-se comprar o pó em embalagens fechadas e em pequenas quantidades, para não ficar muito tempo guardado, pois perde em qualidade. É também importante escolher marcas conhecidas e idôneas para evitar a adição de corantes artificiais.

Para quem desejar maiores informações e se interessar em pesquisar sobre o assunto, indico o site http://www.saudecomciencia.com/2009/03/curcuma-no-combate-ao-cancer.html

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Rapidinhas da cozinha: ouro comestível


O programa Globo Repórter já falou de suas propriedades antitumorais. Ele é amarelo e poderoso. Pode ser comparado ao ouro. Mas é um alimento funcional. Ouro puro para a saúde. Quem o diz é, ainda, o Dr. David Servan-Schreiber. Reproduzo o seu texto.

(imagens do bing)

"O cúrcuma (pó amarelo que entra na composição do curry) é o antiinflamatório natural mais poderoso idenficado até hoje. Ele contribui também para induzir a apoptose (= suicídio programado) das células cancerosas e para inibir a angiogênese (= a capacidade das células cancerosas de criar novos vasos para alimentar o tumor). Em laboratório, ele aumenta a eficácia da quimioterapia e reduz a progressão dos tumores.

ATENÇÃO: para ser absorvido pelo organismo, o cúrcuma deve ser misturado à pimenta-do-reino (não simplesmente a [qualquer tipo de] pimenta) Idealmente, ele deve ser diluído em óleo (azeite de oliva ou óleo de linhaça, de preferência. As diferentes misturas de curry têm que conter 1/5 ou menos de cúrcuma. [Portanto] é preferível utilizar diretamente o pó de cúrcuma (quanto mais escuro melhor, grifo meu).

Uso típico: meia colher de café de pó de cúrcuma misturada com uma colher de azeite de oliva, uma boa porção de pimenta-do-reino (moída na hora, novo grifo meu) e um fio de xarope de agave (nossa conhecida babosa, mais um grifo meu. Eu dispenso.). Pode ser acrescentado aos legumes, às sopas, aos vinagretes."


Eu, particularmente, uso cúrcuma em quase tudo. Eu cozinho arroz com cúrcuma, que dá um leve sabor picante, e faço risotos fantásticos. E como minha amiga e seguidora querida Cris, do blog Minha História (http://cristinapaiva.blogspot.com/) adora quando posto receitas e há muito tempo não o faço, lá vai:

SUFLÊ DE CHUCHU COM CÚRCUMA

Ingredientes

2 gemas

2 claras batidas em neve

1 pitada de sal

1 pitada de fermento em pó

1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora

1 colher (sopa) de cúrcuma

1 1/2 colher (sopa) de manteiga

1 colohe (sopa) de farinha de trigo integral fina (pode ser a branca)

1 colher (sopa) de amido de milho

3/4 (150ml) de xícara (chá) de leite (pode ser desnatado)

2 chuchus pequenos cozidos com a casca e depois descascado e fatiados

Modo de preparo

Faça um molhinho branco com a manteiga, as duas gemas (cuidado para não cozinhar as gemas rápido demais, para não endurecer; use fogo baixo e mexa sempre), a farinha, o amido de milho e o leite. Tempere com o sal, a pimenta-do-reino e a cúrcuma. Bata as claras em neve. Acrescente os chuchus fatiados em fatias finas ao molho branco e misture delicadamente, incorporando as claras em neve. Coloque tudo em uma forma (pode ser um pyrex) untada. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 35 minutos em forno médio, ou até que o suflê tenha crescido, esteja fofinho e dourado por cima.

Recado para minha querida Rêzinha: prato simples de preparar, leve e cheio de 'sustância', como costumam dizer.

Beijos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Chá verde: novidades anticâncer

(foto de Dr. Servan-Schreiber, em 2008, do arquivo do google)


Em fevereiro de 2011, publiquei uma postagem sobre chá verde, do qual faço uso há algum tempo por conhecer suas inúmeras qualidades. Pois bem: na última segunda-feira, 05/09, encontrei-me com minha querida amiga Rê, do blog http://toforatodentro.blogspot.com/, para um Sempre um Papo de mesa farta e saborosa: sete escritores da melhor qualidade, comemorando os 25 anos do projeto sob a batuta de Afonso Borges. Havia pedido a ela que me emprestasse um livro que acabara de ler e do qual gostara muito, e ela veio ao nosso encontro com ele na mão. Com o título ANTICÂNCER, foi escrito por um jovem médico de origem francesa, psiquiatra e pesquisador na área de neurociência, relatando sua experiência de, aos 31 anos de idade, passar de médico a paciente de um câncer agressivo no cérebro, seu objeto de clínica e estudo, descoberto meio ao acaso, ao servir de 'cobaia' para um novo estudo feito através de ressonância magnética.

Para além do susto inicial e da sensação de perda de status na profissão, olhado com piedade e constrangimento pelos próprios colegas da Universidade de Pittsburgh, onde estudou e tinha seu laboratório de pesquisa, buscou racionalizar sua situação considerando que as estatísticas de qualquer pesquisa de sobrevida resultam numa curva que tem sempre uma longa cauda à direita que pode até se prolongar consideravelmente. Bingo! Sua previsão de sobrevida de seis semanas passou a funcionar apenas "como uma informação, não como uma condenação". A partir de então, passou a encarar a doença como um desafio, nem tão grave assim. E passou a avaliar as opções de tratamento, bem como as 'outras possibilidades', ou seja, as mudanças que deveria realizar em seu curso de vida para fazer o tratamento dar certo.

David Servan-Schreiber faleceu no meio deste ano, aos 50 anos de idade, de uma recaída, 19 anos depois do diagnóstico inicial! Durante este tempo fez escolhas fundamentais e viveu com qualidade. Um dos pilares da transformação que operou foi a alimentação. Algo sobre o quê venho insistindo em falar aqui na nossa cozinha. Estou lendo o livro com calma e impaciência, ao mesmo tempo, de tão excitante que é ver um paciente de câncer falar das coisas que já publiquei aqui, inclusive sobre a dieta do Dr. Bob Arnot, que, apesar de fornecer informação séria, fundamentada e de qualidade para o controle e a prevenção do ca de mama, não era, ele mesmo, um doente.

Mencionei o chá verde no início desta postagem porque o Dr. Servan-Schreiber traz novidades sobre o seu uso. Do ponto de vista técnico, o que ele propõe é uma maneira de barrar a invasão dos tecidos adjacentes ao tumor tratado, chamada de metástase, como também impedir a angiogênese, ou seja, a capacidade de o tumor criar novos vasos sanguíneos para alimentá-lo. As substâncias anticâncer do chá verde, ou seja, da erva camellia sinensis, são conhecidas como catequinas - em especial uma delas, a epigalocatequina-3-galato - ou EGCG -, que, segundo ele, "é uma das moléculas nutricionais mais poderosas contra os mecanismos necessários à invasão dos tecidos e à formação de novos vasos pelas células cancerosas. Ela é destruída durante a fermentação necessária à fabricação do chá preto, mas está presente em abundância no chá que permaneceu 'verde' (não-fermentado)". Ainda de acordo com o médico, "após duas ou três xícaras de chá verde, a EGCG está presente no sangue em grandes quantidades, espalhando-se por todo o organismo através dos pequenos vasos capilares que cercam e nutrem cada célula do corpo. Ela se coloca na superfície destas últimas e se encaixa nos interruptores (os 'receptores'), cuja função é dar o sinal que permite a invasão dos tecidos por células estrangeiras, como as células cancerosas". Tudo isso sem efeitos colaterais!

O livro do Dr. Servan-Schreiber é uma confirmação de tudo que venho buscando divulgar aqui e isso me deixa muito feliz. Para os mais céticos, posso afirmar que a bibliografia que fundamenta a obra é extensa e consistente, resultado de artigos acadêmicos produzidos nas instituições de ponta na pesquisa do câncer e publicados nos mais conceituados periódicos científicos. Segundo eles, em laboratório, a EGCG bloqueia até mesmo o efeito dos cancerígenos químicos injetados em cobaias, responsáveis por tumores de mama, pulmão, esôfago, estômago e cólon.

Na minha postagem de fevereiro/2011 discorro sobre o chá verde, seu poder de desintoxicar o organismo e o modo de prepará-lo. Como sou esperta, vou continuar com esse hábito saudável e agradável. Que tal um chá verde das cinco?

Entre uma xícara e outra, seguirei lendo e virei divulgar as novidades que o Dr. Servan-Schreiber trouxe para a abordagem da doença e sua prevenção. Beijos.

Para quem quiser pesquisar no site do médico, o endereço é http://www.anticancer.fr/. No google também é possível encontrar farta informação sobre ele e no youTube há um vídeo do Globo Repórter - em duas partes -, falando dele e suas teorias.

domingo, 28 de agosto de 2011

Alimentos fundamentais

(imagem do google)


Em uma sociedade hedonista e focada na imagem, o grande perigo dos modismos dietéticos é perder-se no emaranhado das listas de alimentos que ora estão em alta, ora em baixa; alimentos hoje condenados, amanhã absolvidos; além dos 'alimentos milagrosos', que surgem todos os dias, vindos das mais diversas partes do mundo e sem pesquisa consistente e tempo de investigação suficiente para comprovar seus reais benefícios. De acordo com o dicionário eletrônico Houaiss, hipocondria é 'a focalização compulsiva do pensamento e das preocupações sobre o próprio estado de saúde, frequentemente acompanhada de sintomas que não podem ser atribuídos a nenhuma doença orgânica'. Em aguns hipocondríacos a compulsão manifesta-se através da automedicação, o que felizmente vem ficando cada vez mais difícil graças a recentes medidas restritivas tomadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Tudo fica mais difícil, porém, quando se trata dos tais 'milagres alimentícios'. Como não há um controle rigoroso sobre o real valor nutricional e funcional do alimento e os órgãos controladores se atenham apenas a alguns aspectos tais como higiene, exibição dos ingredientes e do conteúdo nas embalagens, segurança alimentar (ainda insipiente), dentre outros, muita gente cai na armadilha hipocondríaca do alimento que vai garantir saúde e juventude ad aeternum. Desavisadas, as pessoas ingerem esses alimentos sem uma consulta a um nutrólogo ou nutricionista, por vezes em quantidades exageradas, ou mesmo sem necessidade, a título de 'prevenção', sem saber que até água potável em exagero faz mal. Foi assim com a soja, com certos iogurtes e leites fermentados que pretensamente fariam o aparelho digestivo funcionar, e ainda é hoje, com alimentos surgidos do nada, como a famosa 'ração humana', comercializada de maneira errada, uma vez que seus ingredientes oxidam rapidamente se expostos à luz e ao ar. Ela vem, equivocadamente, sendo utilizada para substituir refeições inteiras - por vezes todas! - no afã de perder peso.

É preciso muito cuidado com os alimentos, digamos, arrivistas - se é que posso me expressar assim -, que caem na mídia de repente e parecem a panaceia, solução para todos os males.

No entanto, depois de tudo isso que escrevi aqui, atrevo-me a colocar uma lista dos 10 alimentos fundamentais. Sobre eles já existem dados de pesquisa consistentes, mas, ainda assim, melhor que sejam utilizados sem excessos e sem a expectativa de que, por si só, eles sejam a garantia de saúde e bem estar. Melhor procurar a ajuda de um médico endocrinologista, no caso de alterações metabólicas, e/ou o auxílio luxuoso de um profissional em nutrição para que o seu uso seja feito corretamente. Tal cuidado justifica-se, por exemplo, no consumo de uva, alimento que consta da minha lista, entretanto uma das frutas com o mais alto teor de frutose, um tipo de açúcar, que restringe o seu uso para portadores de diabetes. Ou a linhaça, desaconselhada para quem sofre de colite crônica, um tipo de inflamação do intestino.

Colocadas as recomendações, vamos ao rol dos 10 mais.

1. Linhaça ou peixes ômega-3: auxiliam na função cerebral, bons para a saúde cardiovascular. A linhaça ajuda no bom funcionamento intestinal.

2. Castanha-de-caju e do pará, nozes, amêndoas: a do pará é rica fonte de selênio, excelente para a memória.

3. Iogurte: fonte de cálcio e probióticos, bom para a saúde intestinal e por ser barreira protetora contra alergias, rinites e depressão.

4. Uva roxa: os flavonóides (tônicos circulatórios) presentes são bons para o coração.

5. Aveia: é barata, dá saciedade, controla a glicose e o colesterol LDL - o ruim.

6. Tomate, goiaba, melancia: contêm licopeno, substância anticâncer, melhor absorvida quando a fonte é aquecida.

7. Azeite: é gordura monoinsaturada, considerada mais limpa e saudável, principal elemento da dieta mediterrânea. Contém o ácido graxo ômega-9, gordura do bem.

8. Cacau em pó ou chocolate que tenha concentração de cacau acima de 50%: o ideal é consumir de 20 a 30g por dia (atenção chocólatras!). Contém substâncias antioxidantes e reduz a pressão arterial.

9. Alho: a alicina, substância presente no alho, atua no controle do colesterol, melhora o sistema autoimune, previne contra depressão e reduz a chance de se adquirir doenças por bactérias ou vírus.

10. Frutas cítricas alaranjadas: acerola, mamão e laranja são fontes de ácido ascórbico, que previne contra a gripe e o cansaço físico. É antioxidante.

Lembrete: prefira os alimentos de época e aqueles que nascem no país e no local onde você vive. Por que? Você faz parte de um ecossistema e tem afinidade com tudo que cresce no solo próximo a você.

Saúde! Beijos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A nova dieta francesa

(imagem do google)


Uma das coisas ótimas de se ter um blog são os amigos especiais que se faz no mundo virtual e o quanto eles têm prazer em contribuir com o serviço que você presta. Hoje a contribuição vem, novamente, da minha amiga Wilma Didou, do blog Mulher de Peito (http://cancerdemamamulherdepeito.blogspot.com).
Ela me enviou por e-mail o texto que reproduzo abaixo e que tem certa afinidade com minha postagem anterior O que há de novo, mas nem tanto...

O título é Dieta Francesa e tem tudo a ver com seu sobrenome francês, ou seja, há propósito e sincronicidade em tudo, concordam?
Voilà!
O Dr. Will Clower, médico neurofisiologista (há mais informações para ele no google, grifo meu), desenvolveu, durante sua estada de dois anos no Institute of Cognitive Science, em Lyon, na França, um plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta e, ainda assim, com saúde, como os franceses. "Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que estipulamos para nós". E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população, segundo pesquisa realizada em 2005 pela Internacional Obesity Task Force. O programa de emagrecimento saudável é baseado em quatro grandes princípios básicos: comer alimentos de verdade, aprender a comer, reduzir a quantidade de comida e ser ativo, sem necessariamente se exercitar. "Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios - fileiras e fileiras de queijos, uma geladeira inteira só para iogurtes e queijos frescos...Onde estavam os produtos light?!" Segundo o médico, estamos inundados de alimentos artificiais - açúcares sintéticos, gorduras sintéticas e produtos alimentícios artificiais. Falta-nos reaprender o que é comida de verdade, já que é a ingestão dela que proporciona ao corpo a nutrição na forma de que ele necessita. Clower afirma que em vez de estimular a ingestão de novas substâncias químicas para enganar o organismo, o programa mostra porque alimentos de verdade funcionam em favor do corpo. "Temos que reaprender o que é comida de verdade. Alimentos de verdade são os produtos naturais, que podem ser encontrados em um texto de biologia e que, normalmente, fazem parte da cadeia alimentar. "Refrigerantes não dão em árvore, margarina é uma invenção, os corantes, conservantes e estabilizantes que aumentam a vida do produto não foram feitos para o nosso corpo", defende. Em sua observação dos costumes alimentares franceses, o médico descobriu que os franceses não comem alimentos processados, não evitam gorduras, chocolates e nem carboidratos, não tomam suplementos alimentares, não se abstêm do vinho no almoço e no jantar e não comem com pressa. Ao adotar os hábitos franceses, ele e a mulher emagreceram onze e cinco quilos, respectivamente. Entre outras dicas, Clower prescreve uma limpa na despensa e na geladeira, com o auxílio de uma lista do que se deve ter em casa; fala sobre os benefícios do vinho, com moderação, é claro; da importância de se passar mais tempo à mesa, usufruindo do sabor da comida, e de como isso auxilia a diminuir o tamanho das porções, e da necessidade de se manter ativo. Os resultados, garante ele, surgem em seguida.

PLANO DE 10 ETAPAS PARA NUNCA MAIS FAZER DIETA

1 - Comer devagar. Comer muito rápido faz comer mais. O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar um sinal para o cérebro. Comendo devagar, o cérebro tem tempo de receber a mensagem de que seu corpo está satisfeito.

2 - Garfadas menores. O paladar está na superfície da língua. Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente o gosto.

3 - Concentre-se na comida. Comer em frente à TV ou no carro faz o momento se tornar irrelevante. A falta de atenção faz com que se coma demais.

4 - Apoie o garfo no prato. Se ainda tem comida na sua boca, coloque o garfo no prato. Não o encha novamente até que tenha engolido.

5 - Sirva a comida em pratos pequenos. Isso resolve dois problemas de uma só vez: o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos (o que já provoca saciedade, grifo meu).

6 - Comida sem gordura engorda. Comidas sem gordura não satisfazem e contêm mais açúcares.
7 - Se não for comida, não coma. Nosso corpo sabe o que é comida de verdade: carnes, frutas, verduras. Invenções como coca-cola causam problemas de saúde e de sobrepeso.

8 - Coma em etapas. Coma a salada primeiro. Isso ajuda a ganhar tempo à mesa e previne que você coma rapidamente e em grande quantidade.

9 - Gordura é necessária na dieta. Seu corpo e cérebro necessitam de gordura para serem saudáveis. Você come uma quantidade normal de gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite, ovos, castanhas e queijos.

10 - Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.

ALIMENTOS QUE SE DEVE TER SEMPRE EM CASA:

Peixes (salmão, sardinha, atum)

Grãos (granola, aveia, arroz)

Hortaliças(feijões, cebola, batata, abóbora, tomate)

Óleos e vinagres (azeite de oliva, óleo 100% vegetal, vinagre)

Produtos de padaria (farinha, ervas, temperos, açúcar mascavo)

Lanches(frutas desidratadas, biscoitos não-hidrogenados, nozes, azeitona)

Condimentos (mostarda, maionese de verdade, pimenta, sal)

Lacticínios (manteiga, queijo, leite, iogurte)

Bebidas (café, cerveja, suco de fruta, chá, água, vinho)

Ovos


Há uma postagem de alguns meses atrás em que abordo a dieta do mediterrâneo, que também tem afinidade com esta. Como se pode observar e concluir, há aí uma nova tendência surgindo em matéria de alimentação, que retoma os alimentos DE VERDADE. Muito bom.

Bon appétit! Santé!