terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um mundo de sabor

(imagem do bing)
Ainda estou com problemas de acesso ao meu blog, mas estou conseguindo publicar. Menos mal. Só não tenho certeza se terei acesso aos comentários, estatísticas e à atualização dos blogs dos amigos. Continuo tentando...
Hoje trago curiosidades da estação. O que é servido na ceia de Natal pelo mundo? 

POLÔNIA
A ceia de Natal na Polônia acontece na véspera de Natal e não há carne, só peixe. São servidos 12 pratos, de sopa de beterraba com bolinhos (barszcz) a carpa e arenque fritos. A sobremesa pode ser um bolo de semente de papoula chamado makowiec.

NORUEGA
Na gelada Noruega, muitas famílias comem costeletas de carneiro secas e salgadas (pinnekjott) ou costeletas de porco (juleribbe). Os acompanhamentos são batata cozida e purê de nabos, além de repolho apimentado. Como sobremesa, muitos noruegueses preferem arroz-doce e frutas ou pudim de leite (crème caramel).

ETIÓPIA
Os cristãos etíopes como um cozido apimentado de frango, cabrito ou carne bovina, servido com injera, tradicional pão achatado.

GOA, ÍNDIA
Em Goa, que tem uma das maiores populações cristãs da Índia (foi também colonizada por jesuítas portugueses, grifo meu), o Natal é comemorado com sorpatel, um ragu apimentado de fígado e carne de porco, ou vindaloo de porco, tudo servido com um pão de arroz e coco chamado sanna.

OCEANO ÍNDICO
No Natal do ano que vem, os marinheiros da Regata Oceânica Volvo estarão num barco emtre Abu Dhabi e Cidade do Cabo. Por causa das restrições de peso e das rondadas de vento, a ceia de Natal, nessas circunstâncias, será tetrazzini de peru - prato tipicamente americano - congelado.

ARGENTINA
No calor da Argentina, as famílias se reúnem para uma festa de carnes grelhadas: em geral, um corte de carne bovina de primeira chamado peceto, além de frango e peru. Elas também gostam de tomates recheados e salada: na ceia de Natal, costuma haver salada russa e clássica Waldorf.

JAMAICA
As ceias de Natal jamaicanas podem apresentar vários pratos, como arroz com feijão-guando, cabrito com caril (curry), frango, pato e carne assada, rabada e presunto ao forno. Em vez de pudim, é mais comum um bolo de Natal em estilo jamaicano, feito de frutas deixadas de molho em rum e vinho tinto.

Que tal? Bon appétit!

(Artigo publicado na revista Seleções do Reader's Digest de dezembro/2011, a partir de pesquisa de Ellie Rose)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Problemas com o acesso

Estou tendo problemas com o acesso ao meu blog. Vou tentar visitar os blogs que sigo para ler e comentar. Estou tentando resolver o problema e voltarei a me comunicar. Caso não o consiga, começarei um novo blog e comunicarei o endereço. Beijos.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pequenas mudanças que funcionam

(imagem do google)


Tenho, ao longo destes dois anos, postado muita informação para ajudar as pessoas a prevenir doenças, controlá-las, manter a saúde e a qualidade de vida. Nisso acredito. Não tenho me preocupado em publicar sobre 'milagres' dietéticos, capazes de fazer emagrecer e ser feliz da noite para o dia. Não acredito nisso. Levamos anos comendo mal e descontroladamente para ganhar o peso, que depois queremos descartar num piscar de olhos. Isso não existe. As escolhas alimentares que proponho aqui já fazem o seu papel na manutenção do peso.

Entretanto, recentemente, deparei com um artigo interessante sobre pequenas mudanças que funcionam e podem nos ajudar a tomar coragem para subir na balança. O verão vem chegando e, no meu país, as férias escolares também. Todo mundo vai usar menos roupa, vai viajar e expor o corpo em algum lugar cheio de gente 'sarada'. E a maioria de nós não quer fazer feio. Não há como melhorar o visual apenas fechando a boca por um tempo, porque está comprovado cientificamente que isso só leva a ganhar todo o peso novamente, além de nos fazer perder a saúde por falta de nutrientes essenciais.

Vim repassar a vocês as informações que li no tal artigo. Não é uma fórmula definitiva. Nenhuma é. Porém, pode ajudar e, sobretudo, não provocar as mesmas frustrações que fazem as pessoas abandonarem o cuidado com o aumento da massa corporal. São 18 sugestões, mas vocês não precisam seguir todas de uma vez, podem eleger primeiro as mais fáceis e possíveis de adotar e ir incorporando as outras aos poucos. Será uma postagem longa, mas fica para consulta sempre que necessário. Voilà!

1. Programe mais tempo para as refeições

Parece contraditório com a meta de emagrecer, não é? Mas quem reserva pouco tempo para comer engole a comida tão depressa que o organismo não tem condições de avisar o cérebro que não é necessário tudo aquilo. Assim, a menos que acredite ter controle total, ajuste seus horários para comer devagar e calmamente durante pelo menos meia hora (mastigando bem, grifo meu). Com dois terços desse tempo, é provável que comece a se sentir satisfeito(a) e perca a vontade de comer mais.

2. Descanse os talheres ente as garfadas

Essa é uma das melhores maneiras de prolongar a refeição: adotar a regra pessoal de nunca ficar com a colher ou o garfo nas mãos enquanto houver comida na boca. Ponha uma garfada na boca, pouse o talher, mastigue, engula, pegue o talher outra vez e repita o processo.

3. Passe a usar pauzinhos

Eis outra maneira de garantir que se coma mais devagar. Comece comprando um par de hashis (aqueles palitinhos japoneses, grifo meu) bem bonito, cujo uso frequente lhe cause alegria. Depois, faça com eles até as refeições não asiáticas. Isso desacelera a refeição porque, com os pauzinhos, pegamos porções bem menores do que com o garfo. Eles também exigem mais destreza e concentração. Se achar os pauzinhos frustrantes demais, tente segurar o garfo ou a colher com a mão não dominante (p. ex., se você é destro(a), use a mão esquerda, grifo meu).

4. Ponha para tocar música relaxante

Na verdade, canções suaves tocando ao fundo estimulam um mastigar mais tranquilo. Assim, relaxamos naturalmente e combatemos a pressa e o ato de comer ligado ao estresse.

5. Mantenha a concentração

Tudo bem, sabemos que você quer comer com outras pessoas e, se tem família, provavelmente fará questão disso. Esse hábito traz vários benefícios para a saúde que nada têm a ver com nutrição. Portanto, se vai fazer refeições em grupo, não se envolva na conversa a ponto de perder a consciência do processo de se alimentar. A tarefa - importantíssima! - é apreciar cada garfada, comer devagar e com atenção, mesmo enquanto conversa.

6. Mastigue mais

Boa parte do prazer do paladar vem do olfato, e é por isso que tudo fica sem gosto quando estamos resfriados. Use isso a seu favor mastigando mais a comida. Assim, não só comemos mais devagar como registramos melhor o aroma e o sabor dos alimentos. Portanto, reduzimos a probabilidade de usar sal, açúcar e outros estimulantes de sabor pouco saudáveis. Por quanto tempo devemos mastigar? Brian Wansink, Ph.D., que gerencia o laboratório de Alimentos e Marcas da Universidade Cornell, Nos EUA, descobriu que pessoas com peso normal mastigam cada garfada 15 vezes em média, enquanto os gordos mastigam 12 vezes.

7. Use uma faca menor

Não consegue resistir ao queijo cremoso ou à manteiga no pãozinho? Use uma faquinha menor para se servir. A tendência será consumir menos.

8. Use mais luz

Os restaurantes utilizam iluminação suave, e não é só para criar um clima de aconchego; é que assim você pede mais comida. A pouca luz reduz a inibição de comer.

9. Prefira pratos de 25 centímetros

De acordo com Wansink, é possível reduzir o número de calorias em cerca de 20% e perder quase 1 quilo por mês trocando os pratos de 30 centímetros por outros de 25 centímetros. Em estudo realizado num bufê chinês do tipo self-service, os comensais que escolheram pratos maiores pegaram 52% mais comida e comeram 45% mais do que os que usaram pratos menores.

10. Use colheres menores

O sorvete é um dos alimentos cuja falta é mais sentida por quem faz dieta. Mas não é preciso abrir mão dele para emagrecer. Os participantes do estudo de Wansink que receberam colheres de 60 milímetros comeram 14,5% menos sorvete do que os que receberam colheres de 90 milímetros. Quando a colher menor era combinada a um prato menor, os participantes comeram 57% menos sorvete no total. Essa estratégia também funciona com sopas e ensopados em geral.

11. Escolha tigelas de 15 centímetros

A lógica é a mesma. Quando Wansink estudou adolescentes no refeitório de um acampamento, os que usaram tigelas maiores serviram-se e comeram 16% mais flocos de milho do que os que receberam tigelas menores. Além disso, os do grupo com tigelas menores se consideraram mais satisfeitos e pensaram ter comido 8% mais do que o grupo das tigelas maiores. Isso vale para quem gosta de comer iogurte com cereais pela manhã, como eu.

12. Acenda uma vela com aroma de baunilha

Já se verificou que ese aroma reduz a fome de doces. Cada um dos participantes de um grupo de 160 voluntários chegou a perder 2 quilos em média ao usarem adesivos com aroma de baunilha.

13. Deixe a comida no fogão

O acesso fácil a grandes travessas cheias de comida é uma das razões para todos comerem demais em reuniões de família. Aqui o Brasil ainda cultivamos a mania de achar que 'fartura' de alimentos é fundamental numa reunião. Quando as travessas estão na mesa à nossa frentes, é muito fácil estender o braço e repetir. Portanto, sempre que preparar muita comida, deixe a panela ou travessa na cozinha em vez de colocá-la na mesa. Use também colheres de servir de tamanho menor. Única exceção: legumes cozidos e saudáveis. Eles têm poucas caloria que levá-los à mesa provavelmente ajudará a comer menos calorias no total. Eu já aprendi essa regra de ouro: geralmente preparo uma salada farta e variada e coloco na mesa. Todos comem bastante e, quando vamos nos servir dos outros alimentos, comemos bem menos, é fato.

14. Pinte de azul a sala de jantar

Tudo bem, concordo, é quase um exagero, mas os pesquisadores confirmam que as pessoas comem 33% menos em salas azuis. Evidentemente, a luz azulada resultante torna a comida menos atraente. Para ver se dá certo sem fazer uma grande reforma, experimente adotar toalhas e guardanapos azuis. Aliás, vermelho, laranja e amarelo estimulam o apetite, e é por isso que tantas lanchonetes usam essas cores.

15. Mergulhe primeiro o garfo

Em vez de regar a salada saudável com um molho gorduroso, despeje-o primeiro numa pequena vasilha e depois mergulhe nela o garfo para espalhar o molho nas folhas. Além de reduzir a ingestão de calorias (sem sacrificar o paladar), agindo assim também evitamos a pressa ao engolir.

16. Beba água entre as garfadas

Emboa não reduza o apetite, a água retarda o processo de comer. E, sem dúvida, é saudável. Assim, após cada garfada tome um golinho - preste atenção, um golinho! Porque água demais dilata o estômago - de água antes de pegar o garfo outra vez.

17. Reduza a capacidade dos copos

De acordo com outro estudo de Wansink, os adultos costumam servir e beber 19% mais suco em copos baixos e lagos do que em altos e finos. Ter menos líquido à disposição levou-os a saborear melhor a bebida e ingerir menos.

18. Coma sozinho

Pesquisadores verificaram que comer com outra pessoa da família aumenta em 28% a ingestão de comida; com duas, o aumento passa a 41%; e com 6 ou mais, 76%. Quanto maior o grupo, menor a consciência que temos da quantidade de comida ingerida.

Viram? Esse sistema não limita o cardápio, mas ajuda a ingerir menos alimento. Geralmente comemos mais do que de fato necessitamos; com essas pequenas sugestões conseguimos atingir a saciedade como menos comida. Boa sorte e depois me contem se funcionou. Beijos.



Artigo reproduzido da seção Vida Saudável in revista Seleções do Reader's Digest de outubro de 2011.

Fui visitar o site da Universidade Cornell e lá é possivel ter acesso ao trabalho de Brian Wansink, que é bastante interessante. O endereço é http://www.cornell.edu/

domingo, 30 de outubro de 2011

Receitas de liquidificador

(imagem do google)


Gosto de fazer tudo bem feito. Atenção: eu não disse perfeito, disse bem feito. Aprendi com minha mãe, uma perfeccionista que desmanchava a costura quantas vezes fossem necessárias, se achasse que estava torta. Nunca fui uma criança arteira, mas era levada. Só que sempre tive um temperamento manso. E pragmático. Por isso não levava chineladas. Ficava sentadinha num canto, de castigo, com um pedaço de pano, linhas e agulhas nas mãos. E minha mãe foi me ensinando a bordar. Bordar bem! Do mesmo modo me ensinou a cozinhar, passando para mim o gosto e a sutileza no preparo até dos mais simples pratos. Não é necessário complicar para cozinhar bem. A comida, mesmo fácil e rápida de preparar, pode ficar deliciosa, se o fazer é amoroso e delicado.

Uma amiga querida recentemente ficou sem sua fiel escudeira, ou seja, sua funcionária doméstica. E se viu perdida no meio de tantas tarefas novas, além das habituais, fora de casa. Com dois filhos jovens, que sempre chegam em casa da escola esfomeados, pediu socorro: "Angelinha, faça o favor de postar umas receitas de liquidificador, saborosas, nutritivas e rápidas de fazer!"

Aí vão duas delas, Rêzinha do meu coração. Com um beijo estalado. Tomara que mais gente se aventure e goste. Voilà!

TORTA RÁPIDA DE CARNE

Ingredientes

1 xícara (chá) de óleo (eu uso o de oliva)

1 1/2 xícara (chá) de leite

3 ovos

1 colher (sopa) de fermento em pó

100 g de queijo parmesão ou canastra ralado (eu prefiro comprar o pedaço e ralar na hora, os de pacotinho têm o sabor meio 'ardido' para o meu paladar)

2 xícaras (chá) de farinha de trigo (pode ser integral fina)

Sal a gosto (nada de abuso, certo? Até porque alguns queijos já são bem salgados e as azeitonas também)

1 colher (sopa) de cheiro verde picado

1/2 xícara (chá) de azeitonas picadas

Manteiga para untar (ou margarina, que eu, particularmente, não recomendo, pois se vai ao forno vira gordura trans)

Recheio

2 xícaras (chá) de sobras de carne assada ou cozida (o recheio pode variar, de acordo com as sobras que temos em casa)

Modo de preparo

No liquidificador, bata os ingredientes da massa e coloque metade em uma forma de 22cm x 35cm untada. Coloque o recheio e cubra com o restante da massa. Leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até dourar levemente. Deixe esfriar e sirva. Vai bem com uma salada caprichada, agora no verão.


TORTA VERDE

Ingredientes

1 xícara (chá) de espinafre cozido e espremido

1 xícara (chá) de leite

1 xícara (chá) de água

1 xícara (chá) de óleo

4 ovos

Sal a gosto

1 colher (sopa) de fermento em pó

2 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 xícara (chá) de amido de milho

Manteiga para untar

Recheio

200 g de queijo mussarela de búfala (mais light) fatiados

200 g de peito de peru defumado (também mais light) fatiados

Modo de preparo

No liquidificador bata o espinafre com o leite, a água, o óleo, os ovos e o sal até viara um líquido homogêneo. Acrescente os demais ingredientes da massa e distribua metade dela em uma forma, ou refratário, untados. Recheie com a mussarela e o peito de peru e cubra com a outra parte da massa. Leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos. Retire, espere amornar e sirva em seguida. Também vai bem com salada.

Atenção: mesmo que não sejam servidas logo após preparadas, ficam saborosas frias mesmo e podem ser conservadas em geladeira, caso sobre uma parte.

Um vinho branco geladinho acompanha perfeitamente.

Beijo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Rapidinhas da cozinha: alho é tudo de bom

(imagem do bing)


ALHO É TUDO DE BOM

MAIS COMPROVAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE OS EFEITOS TERAPÊUTICOS DESTE ALIMENTO CHEIROSO


A ingestão diária de alho pode atuar como coadjuvante na vasodilatação, na hipertensão, no controle do colesterol e como preventivo do câncer do aparelho digestivo. É o que asseguram os médicos Hernani Pinto de Lemos Júnior e André Luis Alves de Lemos, da Unifesp, em análise na revista "Diagnóstico & Tratamento", da Associação Paulista de Medicina.

Os autores citam vários estudos. Entre eles, o da revista da Academia Nacional de Ciências do Estados Unidos, em que G. A. Benavides comprova a ação vasodilatadora de componentes presentes no alho. Igualmente relatam pesquisa realizada por Yara Severino de Queiróz na Faculdade de Saúde Pública da USP sobre a ação antioxidante do alho quando consumido cru, cozido ou frito.

Perdas de efeito

Neste ano Yara Queiróz defendeu tese de doutorado na FSP/USP no qual analisa o efeito do processamento do alho sobre seus compostos bioativos e se na cocção ou na fritura ocorre redução desses compostos. A pesquisadora constatou que o potencial antioxidante do alho é reduzido com seu processamento, porém é maior quando ele é submetido a fritura. Conclui que o alho cru ou cozido oferecem benefícios à saúde diminuindo a presença de gorduras no sangue e têm alto potencial antioxidante no plasma e no tecido hepático, como foi observado em hamsters com excesso de colesterol no sangue.

Ou seja, (...) a ciência mais uma vez está tirando o chapéu para a sabedoria popular (e milenar), que sempre identificou no alho excelentes poderes terapêuticos. Use bastante alho, especialmente cru ou cozido (e se não for namorar logo depois).



O texto acima encontra-se no Jornal Bem Estar, de Belo Horizonte, no. 13, de outubro de 2011, na seção Guia Saúde. Para contatos, o endereço eletrônico é bh@jornalbemestar.com.br



Minhas sugestões:

1. Ao preparar o arroz, frite-o bem e só ao final, quando for acrescentar a água, coloque o alho, para que não frite e perca suas qualidades;

2. Para minimizar o cheiro do alho no hálito, corte-o ao meio e retire aquele grelinho que fica no centro do dente antes de amassá-lo.

Saúde!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(imagem do bing)


Raramente saio de casa. Principalmente à noite. Só gente muito querida me tira do comodismo e do conforto do meu espaço sagrado. Pois bem. Uns meses atrás senti muita saudade de um velho conhecido, amigo de um amigo e que acabou virando meu amigo também e com quem tive a alegria de trabalhar em uma escola de idiomas, onde ele era coordenador. Seu nome é Marcelo e o descrevo como uma pessoa afetiva e bem humorada. Sua conversa é sempre pontuada por frases e vocábulos em inglês, porque ele transita confortavelmente entre os dois registros - inglês e português -, além de falar francês como um nativo da língua. Uma delícia!

Há dias venho querendo postar alguma coisa sobre cogumelos. Durante um tempo, relutei em consumi-los, imaginando que o sabor não seria agradável. Até experimentar. O Dr. Servan-Schreiber, autor do livro Anticâncer, de quem já falei aqui algumas vezes, oferece algumas informações interessantes sobre estes fungos comestíveis. Transcrevo aqui suas palavras:

"Os cogumelos estimulantes do sistema imunológico

No Japão, os cogumelos shitake, maitake, kawaratake ou enokitake fazem parte dos pratos mais comuns. Passaram também a ser encontrados nos hospitais, onde acompanham os tratamentos de quimioterapia. O lentinan e os outros polissacarídeos que eles contêm em abundância estimulam diretamente o sistema imunológico. Os camponeses japoneses que consomem bastante desses cogumelos têm até duas vezes menos cânceres de estômago do que os que não comem. Em estudos universitários japoneses, os pacientes que recebem extratos de cogumelo vêem o número e a atividade de seus glóbulos brancos aumentarem notavelmente, inclusive no próprio interior do tumor.

Os pesquisadores da Universidade de Kyushu no Japão mostraram que, quando o consumo desses cogumelos acompanha ou segue a quimioterapia em pacientes que sofrem de câncer de cólon, pode prolongar sua sobrevida. Provavelmente porque a ativação de seus sistemas imunológicos desacelera o crescimento dos tumores.

No laborário de Béliveau (Richard Béliveau, bioquímico e pesquisador, diretor de um dos maiores laboratórios de medicina molecular, especializado em biologia do câncer, no Canadá, grifo meu) diferentes cogumelos foram testados contra as células do câncer de mama. Os benefícios não se limitaram aos cogumelos asiáticos. Alguns, como os cogumelos ostras, permitem parar quase completamente o crescimento das células em cultura."

O que isso tem a ver com o Marcelo? Ah! No dia em que fui visitá-lo, junto com nosso amigo comum, ele nos preparou um jantarzinho que nunca mais esquecerei, de tão saboroso e delicado. Outro dia pedi a ele que me enviasse sua receita, autorizando que eu a publicasse aqui. Com a gentileza que lhe é peculiar, enviou-me o seguinte e-mail:




Oi Ângela quééééérida!
All’s well, thank God. Espero que tudo esteja bem. Eu estou doido pra ler seu artigo sobre cogumelos. Me avisa, tá? (pq sou bem ruinzinho de entrar nos blogs!)
Qto àquela receita, infelizmente não sei as quantidades.... faço por instinto. Mas, vc saberá as medidas.
Eu douro o alho-porró fatiado fininho (redondinho mesmo) usando só um tiquitin’ de nada da parte verde, ultra-mega fininho, com manteiga e um fiozinho de azeite também. Depois coloco e mantenho refogando ligeiramente os cogumelos (os diferentes tipos de shitake – é esse q tem escuro e rosa?), o champignon de paris e outros. Sal e pimenta branca. Depois o leite evaporado (q pode ser substituído por leite comum). Por último muita salsinha picada (não cozinhar!) e, quando tiro do fogo, acrescento o creme de leite. Farfalloni é uma boa pedida, pq “segura” bem o molho. Mas, qualquer tipo de massa similar fica bom, até mesmo o penne.
Veja, por favor, se está de acordo!
Bjs and be well!
Marcelo


Bem, o leite evaporado não é tão fácil de encontrar, aqui em BH só em alguns supermercados. Agora, a receita é de comer ajoelhado, agradecendo a Deus pelo prazer! Experimentem!


Beijos.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

E por falar em vida...

(imagem do google)




Na postagem anterior, fiz algumas divagações a respeito de vida e morte, sobre emoções reprimidas e sobre o sentido da vida. Questões do domínio da filosofia, que sempre nos intrigam. Fiquei pensando: quem se preocupa com uma alimentação sadia, com bons relacionamentos com as pessoas, com os pensamentos que alimenta; quem toma para si o cuidado consigo mesmo e o faz com amorosidade; quem aprende a viver com simplicidade e adota uma atitude de gratidão para com tudo que o(a) cerca; quem consegue administrar bem suas emoções menos nobres e aperfeiçoa o seu lado mais iluminado; quem contribui para o bem comum, já que tudo está interligado, pode dizer que vive uma vida plena. Isso exige de nós coragem e atitude, mas também humildade. É necessário perceber que cada existência é uma oportunidade de mostrarmos o que temos de comum com nossos semelhantes e em que somos únicos. Trazemos em nós uma centelha de algo maior e tendemos para a luz. Como e quando chegar lá depende de nossas escolhas e de nossa capacidade de compartilhar, porque é na troca que dividimos e acrescentamos.

Gosto muito da minha cozinha. Muita gente concorda que a cozinha é o coração da casa, pleno de calor, construindo vida através do preparo do alimento. É o lugar onde se dão os encontros, as celebrações, o partilhamento da alegria, o prazer de conviver. Quem abre sua cozinha às pessoas está abrindo para elas o seu coração. Quando venho aqui sinto que estou viva, pulsante, alimentando esperanças e possibilidades de mudança. Digo isso sem pudor, pois o que me move não é vaidade, mas a realização de um desejo mais profundo de reunir as pessoas em volta da minha mesa, de conhecê-las, de nutri-las, de ser nutrida por elas, de repartir o pão, de amar sem imposições. Sinto um prazer quase ingênuo quando alguém me pede uma receita, uma sugestão, faz comentários, envia informações, ou simplesmente passa por aqui para deixar um 'oi' bem humorado e gentil. É nesse clima de harmonia e sinergia com o outro que vou me tornando um ser humano melhor a cada dia.

Sou grata por isso.