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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E por falar em temperos...


Olá! O tempo é de chuva e arcos-íris fazendo curvas e pintando o céu. E nós no sítio, plantando, plantando...
Hoje, depois de um breve intervalo, venho falar do alecrim. Rosmarinus officinalis, nome e sobrenome de ervinha da boa. Em inglês, chama-se Rosemary e apesar de ser 'o' alecrim, a alma é feminina. Vejam só: ocupa um lugar especial nos jardins de ervas do verão pela delicadeza de seus ramos e seu perfume; tem sido usado na culinária desde tempos remotos; sua reputação de fortalecedor da memória tornou-o um símbolo da fidelidade para os amantes. Além disso, suas florinhas delicadas possuem um tom de rosa suave que tem tudo a ver com a mulher.
No passado suas folhas eram queimadas para purificar o ar e repelir insetos. Acreditava-se que um bolsinha com alguns raminhos dentro protegiam até mesmo contra a peste.
Na culinária, usa-se o alecrim para temperar saladas e purês de frutas. Dá sabor a batatas assadas e molhos a base de manteiga. Alguns gostam de usar alecrim para temperar carnes, mas eu o considero indispensável para sazonar peixes assados, seja fresco ou desidratado. Além de perfumar, confere um sabor irresistível e o peixe fica decorado e lindo! Afinal, o apetite começa pelo olhar...
Raminhos de alecrim espalhados pela casa no verão dão uma sensação de frescor e quando se faz churrasco, seu cheiro espanta os insetos que teimam em querer pousar sobre a carne crua.
No aspecto medicinal, o alecrim estimula a circulação, em especial em banhos de imersão; como consequência, alivia dores no corpo pelo aporte de sangue no local. É um grande auxílio na digestão de gorduras, prevenindo as placas.
Dotado de tantas qualidades e sendo planta de pequeno porte, o Rosmarinus deveria estar em todas casas: nos apartamentos, em vasos sobre o parapeito das janelas; nas casas com jardim, plantado como bordadura de canteiros. Enfeita e só faz bem.
Em tempo: alguns 'mateiros' - aquelas pessoas que vivem na roça e possuem um conhecimento intuitivo e prático das plantas medicinais - recomendam que não se deve ingerir alecrim durante a gravidez, pois ele teria propriedades abortivas. Não disponho de qualquer dado científico sobre o assunto, mas, pelo sim, pelo não... melhor não arriscar. Existe, ainda, uma espécie conhecida como alecrim-do-campo, com o qual se faz vassouras para limpeza - inclusive energética! Eu não dispenso.
Pois é: dezembro está aí e, a despeito de todas as perturbações com que a mídia tem nos bombardeado, este é, tradicionalmente, um período de paz, pois comemora-se a vinda do Grande Avatar, aquele que veio trazer uma mensagem de amor, compaixão e fraternidade. Pensando Nele, vamos nos ocupar em concentrar energias do bem, de modo que a gente possa abrir os portões de entrada para um novo ano cheios de esperança em um tempo melhor. Beijos.
Esqueci de dizer e voltei para editar: com os ramos do alecrim é possível trançar uma linda coroa do Advento para pendurar na porta e esperar pelo Natal.