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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Divagações

(Imagem da internet/google)

Olá! Fui para o sítio: tudo muito poeirento, como em outros anos. Massa de ar seco pairando sobre o sudeste brasileiro. Não se sabe de onde as árvores tiram a água para sua subsistência se não chove!...

As cítricas produzem nesta época. Tem limão, tem mexerica, tem laranja. E, por incrível que possa parecer, neste ano de pouca chuva, a produção foi generosa e sadia, sem bichinhos. Delícias do inverno.

Até a serra se ressente da falta das águas: fica marrom, opaca, e o gado não tem pasto, o que faz com que os criadores precisem alimentar seus animais com ração. Resultado: laticínios mais caros. Faz parte.

Da minha janela fico contemplando os contornos das montanhas: são sensuais, orgânicas, arredondadas, com saliências e reentrâncias, como os corpos humanos. E começo a 'viajar': há padrões na natureza. Se olhamos uma descarga elétrica à distância e comparamos com a imagem de uma bacia hidrográfica, vista de cima, o desenho é igual. E aqui, na nossa cozinha, como o assunto é comida, a semelhança é surpreendente. Com que se parece um grão de feijão? Com um rim! Não por acaso - ? -, faz muito bem à saúde deles. E uma noz? Com um cérebro! Não por acaso, é excelente para preservar a memória. Há, ou não, um Arquiteto, quando pensamos na diversidade e nos padrões que regulam tudo? Ou será tudo aleatório, como queria Darwin?

Boa pergunta para um sábado à noite. Beijos.