quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ponha o peixe na mesa: receitas espertas

(imagem da internet)
Quando venho aqui falar de alimentação meu foco é SAÚDE. Até falo da doença para esclarecer alguns aspectos, no entanto o objetivo é promover uma vida saudável.
As informações abaixo colhi em outra fonte (matéria de jornal):

"O peixe é um alimento rico em proteínas, principalmente aquelas com alto valor nutricional. E quase todas são absorvidas pelo organismo, graças à sua alta digestibilidade. Tanto que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura recomenda a ingestão média anual de 12 quilos de pescado. Outra característica importante desse alimento é a grande quantidade de ácidos graxos polinsaturados. Pesquisas mostram que a ingestão desses aminoácidos, conhecidos como ômega-3, diminui a incidência de doenças cardiovasculares (imaginem quem não pode fazer reposição hormonal!) e dos índices de colesterol ruim, além de favorecer o desenvolvimento da coordenação motora em crianças e a prevenção de demência em idosos. 'Realmente é um alimento muito bom, que atua na prevenção de várias doenças', ressalta a engenheira de alimentos e professora da Universidade Federal de São Paulo, Viridiana de Rosso. 'A única coisa que se deve observar é que, por serem muito ricos em nutrientes, servem também de alimento para bactérias, o que pode causar infecções alimentares, caso não sejam armazenados e preparados em condições sanitárias', alerta."

Hoje é dia de receitinha esperta. Com peixes. 'Quem canta seus males espanta', quem cozinha delícias também! Cozinhar cantando é o céu. Voilà!

Atum grelhado com maracujá
Ingredientes para 4 porções:
4 postas de atum (cerca de 100g cada); sal; 1 dente de alho amassado; um fio de azeite de oliva; 1 colher (sopa) de hortelã picada; 1 maracujá fresco.
Modo de preparo:
Tempere o atum com sal, alho, azeite e deixe marinar. No liquidificador faça um molho com o suco de maracujá e a hortelã, levando ao fogo para reduzir. Grelhe o atum levemente dos dois lados e sirva com o molho de maracujá. Quer enfeitar? Decore com folhinhas de hortelã.
Tempo de preparo: 15 minutos
Calorias por porção: 190 kcal

Risoto de salmão
Ingredientes para 4 porções:
4 postas de salmão cozido sem tempero (cerca de 100g cada); 1 cenoura ralada; 1 xícara (chá) de arroz (de preferência integral) cozido; 1 colher (sopa) de shoyu; 1 colher (sopa) de cheiro verde picado (salsa, cebolinha, hortelã ou majericão, quem sabe alecrim de que eu gosto muito com peixe...); folhinhas para decorar.
Modo de preparo:
Desfie o salmão cozido e tempere com o shoyu. Junte a cenoura ralada. Misture tudo com o arroz. Acrescente o cheiro verde.
Variação: substitua o salmão (mais caro) por atum ou sardinha.
Tempo de preparo: 1 hora (cozimentos) e 10 minutos (montagem)
Calorias por porção: 225 kcal

Ajoelhe... e coma! (risos)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dando um tempinho para degustação




(fotomontagem de Anne Geddes na internet)
Ei, pessoal, tudo azul? Nestes últimos dias postei muita informação. Hoje resolvi dar um tempinho para vocês degustarem o conteúdo das postagens. Volto já.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A dieta do Dr. Bob Arnot - Parte II

O que são 'gorduras do bem'? Segundo o Dr. Arnot, são os ácidos graxos ômega-3 e ômega-9, estes últimos mais conhecidos como gorduras monoinsaturadas.
Onde encontrá-los? Bem, os ômega-9 estão presentes no azeite de oliva e no óleo de canola. Não por acaso, o índice de Ca de mama é significativamente mais baixo nos países do Mediterrâneo. No entanto, ambos são gordura e, como tal, devem ser usados com bom senso; não é porque se tratam de gorduras saudáveis que podemos abusar. Recentemente, surgiram na internet alguns artigos desfavoráveis sobre o óleo de canola. Pelo sim, pelo não, dou preferência ao azeite de oliva. Como no cozimento este óleo perde uma porcentagem de seus componentes benéficos - os polifenóis (há uma postagem anterior no meu blog sobre azeite e seus benefícios para a saúde) -, faço o seguinte: uso o azeite comum para cozinhar e o extra-virgem para temperar. É possível encontrar boas marcas de óleo de oliva que não são muito caras. Na minha opinião, e como vamos usar quantidades reduzidas e mais saudáveis, a diferença no preço (custo-benefício) vale a pena.
Quanto aos ácidos ômega-3, eles estão presentes nos peixes gordurosos, de águas frias e profundas. Seu consumo mostrou ser um protetor em mulheres inuit (antigos esquimós), que, aparentemente, não têm Ca de mama. E algumas pesquisas revelaram que esta gordura preveniu metástases de Ca de pulmão em ratos. O fato de viverem em águas profundas praticamente elimina a probabilidade de estarem contaminados por metais pesados, usados em garimpo. E seu consumo é tão benéfico que, no final, ainda vale a pena ingeri-los, junto com alimentos ricos em antioxidantes como proteção. Falarei deles em outra postagem.
Alguns argumentarão "Mas salmão é um peixe muito caro!..." Concordo, mas temos a sardinha, brasileiríssima e de baixíssimo custo. "Mas sardinha é gostosa quando frita!..." Discordo: podemos empaná-la e assá-la. Fica uma delícia. Embora haja controvérsias sobre alimentos enlatados, a sardinha em lata é uma alternativa. Além desses peixes, temos o arenque, o atum, a truta e a abrótea, conhecida como bacalhau brasileiro, com a qual se faz uma bacalhoada saborosa, com os ingredientes certos.
As cápsulas de óleo de peixe só deverão ser consumidas sob prescrição médica; segundo Bob Arnot, esses óleos são tão processados, que poderiam conter contaminação não detectável, o que sugere que a melhor forma de consumir ômega-3 é mesmo comendo peixe.
Vale ressaltar ainda que, nas embalagens industrializadas, o atum pode conter ácidos graxos ômega-6, mas em pequena quantidade, e que o óleo de bacalhau contém vitaminas A e D, as quais, em grande quantidade, podem ser tóxicas.
Minha contribuição: para as pessoas que não se sentem muito atraídas por peixe, alegando que não gostam do cheiro, ou do gosto, informo que limão no tempero e leite de côco no cozimento suavizam sabor e odor. E... evite frituras! Não são saudáveis para ninguém.
Fazer escolhas e cuidar da saúde, certamente, alimentam a auto-estima e, em consequência, o bom funcionamento do nosso corpo, nossa querida máquina de viver.
Um abraço.
A pirâmide acima não espelha completamente o que o Dr. Arnot diz, mas é bem bonitinha e ilustrativa...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A dieta preventiva do Dr. Bob Arnot

(imagem do google)
A conduta médica no tratamento do câncer de mama é determinada pela avaliação clínica e os achados nos exames complementares. Um anatomopatológico criterioso revela uma série de dados importantes, dentre eles se o tumor é, ou não, hormônio-dependente. Caso o resultado seja positivo, isso significa que o combustível que alimenta o câncer são os hormônios que o próprio organismo feminino produz, mais especificamente o estrogênio. Dependendo do caso, o médico vai prescrever uma droga, ou uma combinação delas, chamadas de bloqueadores dos receptores de estrogênio. A chamada terapia hormonal bloqueia os receptores contra os efeitos do hormônio, o que reduz significativamente o risco de recidivas em 50% dos casos, segundo os pesquisadores.
Em sua pesquisa, o Dr. Arnot descobriu, no entanto, que certos pesticidas utilizados na agricultura agem como o estrogênio no corpo da mulher. Determinadas gorduras também deveriam ser evitadas e substituídas por outras. Ele explica porquê. Os dutos mamários são circundados e apoiados por células de gordura. Se a gordura que ingerimos é saudável não há problema, mas certas gorduras pode agir como um detonador do Ca de mama e, no caso de mulheres que já foram acometidas, contribuem para o aparecimento de metástases e consequente invasão de outros tecidos do corpo.
E aí, que gorduras evitar e que gorduras ingerir? Bob Arnot lista as seguintes, sob o título 'Gorduras a serem evitadas':

1. Ácidos graxos ômega-6, encontrados nos óleos de milho, de soja(!), de amendoim, de semente de uva e de gergelim, dentre outros;
2. Alimentos feitos com ácidos ômega-6, tais como maionese, molhos prontos para saladas e margarina;
3. Gordura trans ou hidrogenada, aquela que dá crocância a biscoitos e crackers, chips, 'melhora' a textura de misturas para bolo, dentre outras;
4. Gorduras saturadas, contidas no leite e derivados integrais, carne vermelha, em especial aquelas partes com capas de gordura. Este tipo de gordura também triplica o risco de doenças cardíacas;
5. Carboidratos refinados, como os produtos feitos com farinhas brancas e açúcar. Este último transforma-se em triglicérides, uma gordura igualmente nociva para o coração.

O que fazer, então, já que estas substâncias estão presentes na maioria dos produtos industrializados? Substituí-las pela gordura do bem.
Deixo este assunto para amanhã e termino a postagem de hoje com uma receitinha minha para substituir a maionese:
Misture um copo de iogurte natural desnatado com um fio de azeite extra virgem, caldo de meio limão, hortelã picadinha bem finamente, um pouquinho de molho shoyu e as ervas que mais apreciar. Ganha-se em sabor e saúde.
Boa tarde para vocês!

domingo, 26 de setembro de 2010

Um assunto muito sério III

(imagem da internet)
Quem visita o site do Dr. Robert Burns Arnot, MD, fica impressionado com o trabalho desse bostoniano de sorriso gentil. Um clique no perfil e ficamos sabendo que ele é physician (=médico) e medical news correspondent (correspondente sobre novidades na área médica). Na verdade, Bob Arnot trabalha como jornalista, divulgando resultados de pesquisa, progressos e novidades na área da ciência da saúde, se é que assim posso me expressar. É como o vejo.
Na última década do século XX, quando decidiu 'arregaçar as mangas' e debruçar-se sobre a questão do câncer de mama, transformando o farto material pesquisado em um livro sobre o assunto - que virou best seller em razão da quase 'epidemia' da doença no mundo -, uma forte motivação o levou ao trabalho: sua mulher, Courtney, tinha um predisposição genética para o problema, pois trazia no DNA a história familiar da doença. Sua mãe fora vítima, muito jovem ainda, de um Ca de mama agressivo. E Courtney se perguntava, e perguntava ao marido: "O que posso fazer para me prevenir?" A busca pelas respostas tornou-se uma meta para o Dr. Bob Arnot nos anos 90. O trânsito no meio médico facilitou o acesso a muitas instituições de pesquisa e tratamento de renome na América. Suas fontes estão todas citadas na obra e não vou perder tempo, aqui, de listá-las, pois li e possuo o livro, que me serve de referência às informações que agora ofereço. Nada é opinião minha, até porque, reafirmo, não sou profissional de saúde. O que não me impede de compartilhar conhecimento.
O objetivo inicial do Dr. Arnot - conhecer as alternativas para a prevenção - foi superado ao longo de seu estudo e ele apresenta alternativas também para as mulheres que já foram acometidas pela doença, as que estão em tratamento, as que se acham em período de remissão, incluindo, definitivamente, a escolha de uma nutrição eficiente (= funcional) como parte da abordagem multidisciplinar do câncer.
Ao apresentar seu trabalho, ele menciona o fato de que, em termos de pesquisa científica, o que se busca é o chamado "end point", ou seja, uma resposta conclusiva à hipótese proposta. À época, nem tudo havia chegado a este ponto; no entanto, as instituições se propuseram a aplicar o conhecimento já adquirido como "intermediate point", aquele que já apresentava resultados significativamente animadores, para que as mulheres não deixassem de se beneficiar das descobertas a espera de uma conclusão. Há relato de casos, nomeando as pacientes, os médicos e nutricionistas envolvidos, bem como as instituições de pesquisa.
Esta é apenas uma breve introdução ao que pretendo publicar aqui, para que as pessoas interessadas possam situar-se quanto à seriedade do estudo. A partir de amanhã, começo a divulgar as informações nutricionais propriamente ditas.
Um forte abraço.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fim de semana

(imagem da internet)
A dieta preventiva ao câncer de mama do Dr. Bob Arnot, que já mencionei em postagem anterior, é sensacional e tão rica de possibilidades que, certamente, precisarei de mais de uma postagem para repassá-la a quem se interesse, com o maior detalhamento possível. Entretanto, não quero falar sobre isso agora. Justifico: estou tão feliz com as notícias que recebi ontem e hoje, logo pela manhã, que resolvi compartilhar esta celebração da alegria com vocês, meus amigos.

No final da tarde de ontem soube, através de publicação no blog dela, que uma amiga recente, mas não menos querida, vai finalmente enfrentar uma cirurgia para a remoção de um tumor de mama no início de outubro. Quem já passou pela experiência, sabe muito bem o nível de ansiedade porque passa uma pessoa que já enfrentou um tratamento agressivo, perdeu o cabelo - moldura do rosto -, passou pela angústia de aguardar um diagnóstico, sentiu-se só em muitas circunstâncias e ainda vai enfrentar a invasão de uma parte de seu corpo - tão importante para nós, mulheres -, sem sequer imaginar o que virá depois, e como virá... Porém, confesso que fiquei satisfeita com a notícia: ela vai, finalmente, se livrar de um tecido estranho que não lhe pertence e o que vem em seguida, a despeito do longo processo de tratamento e cura, é uma sensação de liberdade e alívio. A partir daí, começa uma nova etapa, difícil ainda, mas positiva, porque tudo o que vai ser feito será para a superação do acidente de percurso. E isso é muito bom.

Hoje, pela manhã, bem cedinho, outra amiga muito querida me ligou com uma notícia que garantiu o alto astral do dia: o resultado de sua biópsia 'tira-teima' - a anterior fora inconclusiva - deu negativo para neoplasia maligna. O mais engraçado é que ela me ligou da rua, sentadinha na calçada, chorando de emoção, segundo ela 'como se fosse uma adolescente que passou no vestibular'. O papel do laboratório trazia informações sobre uma série de encrencas nessa mesma mama e ela, ainda assim, não cabia em si de contente, porque tanto a preservação de seu corpo, como sua garantia de vida também estavam ali, descritas definitivamente. Catarse pouca é bobagem. Fiquei engasgada e meio boba de tanta emoção.

Para completar meu dia perfeito, hoje é dia de cantar. Uma vez por mês, sempre às sextas, reuno-me com duas outras amigas, para um vinho tinto e muita cantoria. A gente liga um videokê e põe a boca no mundo por umas duas horas, rindo, conversando sobre a vida e coisa nenhuma e, assim, vamos nos libertando dos inevitáveis 'lixos' acumulados na alma. Diz o dito popular que 'quem canta seus males espanta'. E celebrar a vida sempre vale muito a pena!

Que dia! Bom fim de semana para vocês!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ela chegou!


(imagem do google)
Hoje interrompo um pouquinho as postagens sobre câncer e alimentação para celebrar.
O centro comercial da cidade de Belo Horizonte, como o da maioria das capitais brasileiras - há honrosíssimas exceções! -, não é bonito. Carros demais, ônibus demais, ar poluído demais, gente demais andando sem rumo, excesso de ruído, enfim, tudo meio caótico. Mas... o consultório da minha dentista de muitos anos é em pleno coração do centro, a praça Sete. Sete o quê mesmo? Sete de setembro, dia da proclamação da independência do Brasil por Pedro I, um português.
Lá fui eu cuidar do sorriso. Aproveitei, então, que estava no centro da cidade e perambulei um pouco: fui ao banco, à papelaria e a uma loja de frutas na Rua Tamoios que é um achado, vende frutas comuns e exóticas, verduras e legumes de excelente qualidade e onde se pode tomar um suco de misturas de frutas variadas, preparado na hora, simplesmente de-li-ci-oso, por R$3,00. Cansada, já voltava para casa, quando, em plena esquina barulhenta, suja e feia, surge, resplendente, um ipê rosa imenso, coberto de flores. Parecia escandalosamente deslocado em meio ao caos, porém dono de uma imponência inquestionável. O mais curioso é que por ele passava gente apressada, fisionomia carregada, sem perceber que o ipê estava ali e que bastaria um olhar para desanuviar qualquer semblante. Passei por ele e, vaidoso com o olhar embevecido que lhe dirigi, deixou cair uma flor no meu cabelo despenteado pelo vento. Cumplicidade absoluta.
Pensei: ipê é uma planta perseverante, que cresce e floresce e encanta nossos olhos nos lugares mais inóspitos e até em meio a condições adversas - faz tempo que não chove em nossa cidade! Aí pensei também na Luz maior, aquela que vela por todos nós enquanto andamos ao acaso, despreocupados, e que veste com luxo as árvores para enfeitarem nosso caminho.
Gente, a primavera chegou! E, a despeito dos prognósticos sombrios de chuvaradas intensas, lá estão os ipês, por todo lado, a nos dizer que, se nem tudo são flores, eles garantem o espetáculo.
Bons ventos soprem para nós!