quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Começando pelo fim

(imagem do google)

Sou uma transgressora. Ao invés de começar pelos ingredientes, ou o modo de fazer, já vou falando dos temperos. Começo pelo fim.
Isso mesmo que você está pensando: temperos também são alimentos funcionais! Como se não bastasse serem cheios de sutilezas e delícias - e, por vezes, surpresas! -, vêm com um plus: auxiliam na manutenção da saúde. São coisinhas de Deus.
Conhecer temperos também é cultura. Ficou surpreso(a)? Pois é verdade. Cada país e cada povo tem suas peculiaridades na hora de dar sabor aos alimentos. E olhe que só o item 'temperos' rende um sem-número de postagens num blog.
Há inúmeras maneiras de sazonar sem abusar do sal, tão inimigo de nossa pressão arterial e do coração; ou do açúcar, tão prejudicial a quem é diabético e quem não é. E como o verbo 'sazonar' nos remete ao nome de um certo temperinho pronto conhecido, é sempre bom lembrar que temperos industrializados devem ser consumidos com cautela e moderação, uma vez que, embora deliciosos, podem conter certas substâncias que, se ingeridas em exagero, ou com frequência, não nos fazem bem. Mas isso é assunto para um outro momento. Na dúvida, habitue-se a ler as Informações Nutricionais.
Nossa biodiversidade, e também a globalização, nos oferecem acesso a uma grande variedade de ervas, tanto para chás como para tempero. Uma dúvida comum é: consumir as ervas desidratadas ou frescas? E aí vem o bom senso: algumas ervas podem ser cultivadas em casa mesmo, por quem tem tempo e gosto. Espaço não é preciso muito: até em vasos, ou jardineiras, podemos cultivar alguns verdinhos para colocar no prato. Mas, se você é do tipo que não em muita paciência para o cultivo, pode usar as desidratadas mesmo. Algumas vitaminas se perdem no processo de desidratação - mesmo que seja por métodos naturais, como a secagem ao sol -, porém, as propriedades funcionais não deixam de existir.
Possuímos, em nosso país, uma rica e variada flora medicinal, cujo uso vem, aos poucos, sendo reconhecido pela ciência oficial, a qual bebe na fonte da igualmente rica sabedoria popular - sabe aquele chazinho da vovó para dor de barriga, ou problemas de má digestão? Pois é! Dispomos, igualmente, de uma quantidade de temperos herbáceos de, literalmente, 'fazer gosto'. Quem não aprecia um simples e bom omelete com salsinha, ou manjericão roxo? A cebolinha, por seu lado, dá graça e colorido a sopas, saladas e mais um grande número de pratos, dos mais simples aos mais sofisticados, com seu sabor levemente picante, mais sutil que o da cebola de cabeça. Por acaso você já experimentou por uns raminhos de sálvia na hora de cozinhar o frango que vai para a mesa ensopadinho com batata? E o orégano, então, que dá gostinho e, sobretudo, perfume aos molhos com base de tomates, aos queijos derretidos, e outros preparos? Ficou com água na boca?
Pois vem mais por aí. Na próxima vez vou começar a falar do uso funcional, ou seja, das saudáveis propriedades dessas coisinhas de Deus. Até lá, vá pensando em uma variedade de uso de alguma erva que você gosta e compartilhe comigo e os amigos.

Um comentário:

José Luiz Foureaux de Souza Júnior disse...

Uma delícia... as of lately!
Verdinhos... matinhos... coisinhas de Deus... tão delicadas como você e sua sabedoria...!!!
Rico, matizado e diverso, perfumado, como a flora nacional...!!! Este é o seu blog!!! Sem nenhum "exagero"... a não ser o "exagêro" que eu li! Ai que essa mania de professor não me larga!
Adorei!
beijinho