sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para todo mundo e para o mundo todo

(imagem da internet)
Minha mensagem de Ano Novo para todo mundo e para o mundo todo é de PAZ, SAÚDE, PROSPERIDADE e MUITA ALEGRIA. Venha vibrar junto, fazendo a oração que Ele nos ensinou. Segue o texto em aramaico, a língua que Jesus falava, e a tradução para o português que todos conhecemos.


Abwun d'bwashmaya
Pai Nosso que estais no céu

Nethqadash shmakh
Santificado seja o Vosso nome

Teytey malkuthakh
Venha a nós o Vosso Reino

Nehwey tzevyanach aykanna d'bwashmaya aph b'arba
Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu.

Hawvlan lachma d'sunqanan yaomana
O pão nosso de cada dia nos dai hoje

Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykanna daph khnan shbwoqan l'khayyabayn
Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aos que nos Têm ofendido

Wela tahlan l'nesyuna
Não nos deixeis cair em tentação

Ela patzan min bisha
mas livrai-nos do mal

Metol dilakhie malkuthawahayla wateshbukhta l'ahlam almin. Ameyn.
Vosso é o reino, o poder e a glória, agora e para sempre. Amém.


FELIZ 2011!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Reverdescendo: a vida depois do câncer

(imagem do google)

Antes de começar a postar fui conferir o verbo do título no meu dicionário eletrônico Houaiss. Gostei do que encontrei. Vejam só:

Reverdescer:
1. tornar verde (a vegetação); cobrir-se de verde;
2. dar nova força ou vigor (a); rejuvenescer (-se), revitalizar (-se);
3. tomar ou ganhar novo impulso, nova força; renascer.
Conclusão: escolhi o verbo certo!
Vem chegando um novo ano e alguns de meus seguidores e amigos queridos, que tiveram câncer em 2010, vão entrar em 2011 com todas, ou quase todas, as etapas de tratamento cumpridas, de acordo com o protocolo.

Ninguém sai deste processo como entrou. Muda-se valores, reve-se atitudes cristalizadas - e insensatas!-, adquiridas ao longo da existência, passa-se a dar atenção ao que realmente vale a pena, começa-se a amar e a cuidar melhor de si mesmo. É praticamente inevitável.

Esta é a hora de fazer planos e propósitos: retomar a vida depois da doença. Na minha opinião, é óbvio que isso passa também por mudança de hábitos. E um deles é a alimentação.

Alguns desses amigos e seguidores vivem em casas, em cidades pequenas. Outros, em apartamentos em cidades um pouco maiores. Porém, em todos os casos, é possível fazer uma horta. Comer verduras cruas, livres de agrotóxicos e outros aditivos é um privilégio disponível a todos que o desejarem. E um carinho novo e sadio com o corpo.

Reproduzo aqui um artigo que li na Revista Viva Saúde no. 79, da Editora Escala.

HORTAS URBANAS: A NOVA MODA VERDE

Ouve-se falar em preservação da natureza e sustentabilidade. O que você pode fazer para conviver em harmonia com o meio ambiente, preservando os recursos naturais disponíveis? Para encontrar essa resposta, o Clube Esperia, em São Paulo, realizou em setembro deste ano o evento Vivendo Sustentável, que reuniu ONGs, empresas e personalidades com programas ambientais comprovadamente eficientes. Um dos mais procurados pelo público foi a horta urbana, um hábito muito utilizado no passado, quando todos tinham espaço em suas casas e plantavam produtos orgânicos. Segundo o engenheiro agrônomo Roberto Gouveia, a horta pode ser feita em qualquer lugar. Desde um vaso ou uma floreira, basta decidir o que será cultivado e procurar um espaço adequado para o desenvolvimento. Gouveia afirma também que a prática garante vantagens econômicas, além de contribuir para um planeta mais limpo e saudável. Disposto a fazer parte dessa iniciativa? Então saiba mais sobre os benefícios da horta urbana lendo a cartilha ilustrada pelo cartunista Ziraldo, criada pelo Ministério da Agricultura. Acesse:

Agora entro com a minha experiência: todos já sabem que tenho um cantinho fora de BH onde cultivo uma horta com entusiasmo e amor. Tenho sucesso com algumas hortaliças, verduras e tubérculos. Não estou ganhando qualquer coisa para fazer propaganda das sementes que uso. Apenas as recomendo por serem livres do agrotóximo sistêmico que vem em outras marcas. Uso sementes Isla, livres de defensivos agrícolas, e planto alfaces, rúculas, abobrinhas, pimentões, cenouras, beterrabas e cebolas. Já tentei outras espécies, mas talvez o solo e o clima não sejam ideais para elas. Na porta da minha cozinha mantenho vasos onde planto, também a partir de sementes, salsa, sálvia, manjericão verde e roxo, alecrim, tomilho, orégano, pimentas, além de cebolinha verde a partir de pequenos tufos que vou replantando. Só isso já é uma bênção e, além do amor, uso água e terra adubada com esterco de animais e um composto que nós mesmo preparamos. Para quem não puder fazer composto em casa, há produtos orgânicos com que adubar o solo. Basta ir a uma casa especializada e pedir a ajuda do agrônomo de plantão.

Que tal iniciar um novo ano com uma atividade nova? Fazer uma horta, aventurar-se na cozinha, fazer um trabalho voluntário? A vida continua e reverdesce a cada dia.

Beijos mil.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Saboreando o réveillon

Eu estava postando sobre ervas, quando interrompi em razão das celebrações de fim de ano, para dar sugestões de ceias saudáveis a vocês. Aproveitei também para fazer meus agradecimentos e publicar minha mensagem de Natal.

Agora vem aí um novo ano e, de acordo com as supertições populares, na noite da passagem não se deve comer nada que fuce (suíno), nada que cisque para trás (aves) e nada que sangre (boi). Somente o que se movimenta para frente. Superstições à parte - porque não creio nelas -, já é tradição em minha casa, há alguns anos, preparar peixe para a ceia. Quer peixe mais tradicional nesta época que o bacalhau? Vão objetar dizendo que é muito caro, mas este ano o filé mignon é que está no topo da lista. Passo a vocês agora uma receita simplesmente de-li-ci-o-sa! Estou postando com uma certa antecedência, para que tenham tempo de conseguir os ingredientes e planejar a celebração. Aí vai ela.

BACALHAU NA NATA
Ingredientes
800 g de bacalhau de boa procedência, desfiado
500 g de creme de leite fresco
300 ml de azeite extravirgem
3 cebolas grandes picadas ou processadas
1 cubinho de caldo de bacalhau
1 pitada de pimenta branca moída na hora
Sal a gosto (Cuidado! O cubinho de caldo já é bem salgado, pois contém glutamato monossódico. Usa-se apenas para recuperar o sabor do bacalhau, que se perdeu na água)
1 purê de batatas preparado com 5 batatas grandes, alho, leite, sal e salsinha
Modo de preparo
24 horas antes deixe o bacalhau de molho para dessalgá-lo (trocar a água três vezes). Após o último molho deixar em uma tigela na geladeira por uma noite, coberto com leite integral.
Em uma panela 'quebre' as cebolas até ficarem transparentes (sem dourar) em 3 colheres de azeite. Em seguida, junte o bacalhau e o cubinho de caldo, mexendo bem até a mistura ficar integrada e quase seca. Junte o resto do azeite e a pimenta.
Em um refratário, coloque no fundo toda a nata (creme de leite fresco), uma camada de bacalhau, uma camada de purê, outra de bacalhau e por último mais uma de purê.
Coloque por cima algumas azeitonas pretas, se quiser ou gostar.
Leve ao forno pré-aquecido a 250 graus, até o creme de leite subir e a cobertura gratinar (mais ou menos 30 minutos).
Sirva com arroz branquinho, castanhas portuguesas cozidas, descascadas e levemente assadas e um bom vinho.
Acredite: foi-se o tempo em que peixe era servido apenas com vinho branco. Eu recomendo um bom vinho tinto, que faz muito bem à saúde, por causa do resveratrol, um antioxidante de primeira linha. Boas opções são um Camenere chileno (uvas colhidas a mão), ou um Sangiovanese italiano. Gosto dos dois. Para os mais puristas, um vinho do Alentejo acompanha muito bem!
Bom apetite! E que venha o Ano Novo com tudo que ele traz de bom! Beijos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Que venha a Luz!

(imagem do google)
" Você está aqui com o fim de renascer em Espírito,
para depois compartilhar,
para o bem do mundo,
aquela Luz flamejante que a tudo preenche."
Que as bênçãos de Deus lhes cheguem como Luz, muita Luz,
para iluminar a caminhada em 2011.
Beijos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O happy day...

(imagem da internet)
Hoje à noite se comemora a data em que Ele chegou ao planetinha azul, trazendo uma proposta de paz e amor incondicional. Parece que, 2000 depois, ainda não aprendemos bem a lição. Porém, vamos tentando... passo a passo... Pelo menos nesta época, exercitamos nosso espírito de fraternidade e ficamos um pouco mais generosos, gentis, afetuosos. E Ele comemora, podem acreditar.

O blog Notícias da Cozinha tem muito a agradecer. A Ele, por ter me mostrado um caminho para a prática do bem e ter me dado o dom de escrever. À minha mãe, hoje no plano espiritual, por ter me legado o gosto pela culinária e as tradições familiares. Aos meus seguidores, que tanto incentivaram para que este espaço se mantivesse aberto. E aos amigos reais, no mundo virtual, que, amorosamente, me deram sugestões, corrigiram os desvios, me ensinaram a usar alguns recursos e, principalmente, acreditaram no meu trabalho aqui.

Agradeço, também, aos meus mentores espirituais, que me acompanham no dia a dia e me mantêm alerta para não cair no atalho fácil da vaidade, mostrando, a todo momento, que tudo é apenas manifestação do divino em nós.

Agradeço, ainda, à minha parentela espiritual, o pessoal do Cascata de Luz e toda a equipe de Dr. Charles Pierre, Dr. Fritz e Dr. Bezerra de Menezes, que me inspiram no domínio da saúde através da alimentação, para que eu possa, de alguma forma, ser útil aos que me visitam nesta cozinha cheia de amor. E ao Pedro, meu marido, e Eric, meu filho, pelos momentos roubados a eles na preparação das postagens e na continuação das pesquisas sobre alimentação funcional.

É Natal. Minha mensagem é de alegria e fé. Felicidades. Muitos beijos.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vapt, vupt... Ceia pronta! II

(decoração bonita, simples e fácil para a mesa)


Escolheu carne bovina ou suína? Filé mignon está meio caro, mas é um corte nobre, que vale cada centavo. Quanto ao suíno, dê preferência aos lombinhos, que não são tão caros e muito mais fáceis de eliminar toda a gordura, porque ela vem em capa. Eu a retiro toda e a carne, ao contrário do que muitos dizem, não perde nada em sabor e maciez. Aliás, tudo depende do tempero e do modo de preparo.

O filé deve cozinhar lentamente na pressão e, ao final, ir ao forno para corar. Sugiro o mesmo marinado, reduzindo o sal e acrescentando umas folhas de louro, que dão perfume. Faço também os cortes transversais, que decoram a carne e ajudam na penetração do tempero. Na hora de cozinhar acrescento pimenta e molho shoyu, para dar cor e sabor picante. Por isto a recomendação de reduzir o sal.

O suíno pode ser preparado do mesmo modo, só não o cozinhe na pressão porque é uma carne tenra e pode desmanchar-se.

Agora vamos aos complementos.



Molho bernaise
Ingredientes
1 cebola pequena
3 colheres (sopa) de vinagre branco
3 pimentas-do-reino brancas
Uma xícara (café) do caldo da carne preparada
3 gemas de ovo
1/2 tablete de manteiga
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de páprica doce para temperar
Modo de preparo
Pique a cebola bem miudinha e leve ao fogo com o vinagre, o caldo de carne e a pimenta. Ferva em fogo baixo por 1/2 minuto aproximadamente. Reserve. Misture as gemas com uma colher de água morna em uma tigela, coloque-a (a tigela) dentro de uma tigela maior com água fervente (fora do fogo) e bata as gemas até virarem um creme.
Derreta a manteiga em fogo baixo e acrescente aos poucos as gemas batidas, mexendo sempre até conseguir uma textura de maionese. Continue a bater, juntando, por último, o líquido das cebolas e temperando com o sal e a páprica. Sirva quente sobre a carne.
Para acompanhar, purê de maçãs cozidas em vinho branco e uma salada de frutas de época, montadas em uma saladeira transparente forrada com folhas de alface crespo. Se quiser incrementar, coloque um pouco de damascos, nozes e figos turcos secos picadinhos.
O vinho é o tinto, demi-sec, levemente gelado.

Recomendo que a salada contenha muito, muito, muito abacaxi para ajudar a digestão das gorduras.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vapt, vupt...Ceia pronta!


(sugestão de mesa bem tropical)


Quer arrasar na ceia do Natal? Até mesmo você que não tem muito traquejo na cozinha? Ou que não dispõe de muito tempo para elaborar algo sofisticado? Seus problemas acabaram! É possível preparar uma mesa linda, saborosa e cheia de saúde, rápida, fácil e chic, a um só tempo, acreditem!
Primeiro passo: pense em quem vai receber e escolha a carne - ave, suíno, boi, peixe, ou o que preferir. Já compre limpo e pronto para preparar. Deixe marinar de véspera, com alho, sal, pimenta-do-reino e vinho branco seco. É garantia de ótimo sabor. Aí, escolha o molho que vai junto, na hora de servir. Aqui vão algumas sugestões.

PARA PEIXES:
Molho de hortelã
Ingredientes
1 xícara (chá) de maionese light
1/2 xícara (chá) de iogurte natural desnatado
1/2 maço de hortelã fresca picadinha
Sal e gotas de limão a gosto
Modo de preparo
Misture tudo e tempere a gosto. Lembre-se: deve-se picar apenas as folhas de hortelã; os cabinhos têm sabor desagradável. Para quem aprecia sabores exótico, acrescente alcaparras. Eu amo!
Molho japonês
Ingredientes
4 ou 5 colheres (sopa) e vinagre branco ou vinagre de arroz
2 colheres (sopa) de açúcar ou 1/2 de adoçante culinário 1 colher (chá) de aji-no-moto e 1 de sal
1 colher (sopa) de gergelim branco torrado
Modo de preparo
Leve o gergelim para torrar em uma panela de inox, esmaltada ou de teflon (mexa sempre, elas pulam como pipoca) até dourar.
Misture todos os ingredientes.
Molho Requintado
Ingredientes
2 copos de iogurte natural ou desnatado
1 xícara (café) de ervas finas (herbes de Provence) desidratadas
1 xícara (café) de salsinha e 1 de cebolinha frescas picadas fininho
1 colher (chá) de mostarda
Algumas gotas de tabasco (pimenta mexicana)
1 colher (sopa) de queijo minas curado ou provolone ralado fininho
2 colheres (sopa) de requeijão light e 2 de azeite extravirgem
Sal a gosto
Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e conserve em geladeira por até 10 dias.
Pode ser usado também com peito de frango grelhado.

A maneira mais saudável de preparar peixes são os filés para levar ao forno. O sabor também fica mais suave. Minha escolha é sempre salmão: é bonito e saboroso. Na hora de temperar faço cortes superficiais na diagonal, em duas direções, o que decora o peixe. Uma sugestão: na hora de marinar, acrescente alecrim fresco ao tempero.

Acompanham o peixe: arroz branquinho, farofa de frutas secas na manteiga e uma salada de folhas verdes, servida em saladeira transparente, s'il vous plait! Fica um charme. Vinho branco ou rosé demi-sec à temperatura de 6 graus.
P.S.: Na internet é possível encontrar outras receitas de molhos mais sofisticados, como de amoras, maracujá, dentre outros. Mas, como são frutas de época, dei preferência àqueles que se pode fazer o ano inteiro.

Vem aí o Natal... já está batendo na porta!


Na minha cozinha, também é Natal! Este é um tempo maravilhoso, porque predispõe as pessoas à generosidade, ao compartilhamento, à tolerância, às trocas. Paira no ar energia 'da boa' e aproveito o momento para falar deste blog e das oportunidades que tem me trazido. Como já disse e repito, esse espaço democrático, no qual se pode falar de tudo, integrar, informar, conhecer e fortalecer laços, rir com as histórias, chorar com os depoimentos, viver emoções nada virtuais, é um oásis de incríveis dimensões e possibilidades num mundo aparentemente caótico. Digo aparentemente porque, no meu entender, o caos é prenúncio de mudança e reequilíbrio. E isso me dá muita esperança - afinal, sou uma otimista incurável e, como Olavo Bilac, costumo 'ouvir estrelas'...
O saldo deste ano na 'grande teia' é pra lá de positivo. Aprendi novos recursos, exercitei a habilidade da escrita, passei adiante muita informação - que seria inútil se ficasse para sempre guardada -, conheci gente bacana, ampliei minhas perspectivas. Tá bom, ou quer mais?
Quero aproveitar, neste exato momento, para deixar minha mensagem de fim de ano aos amigos de ontem e de hoje, inclusive os que fiz aqui. Aviso: não vou tirar férias e as notícias da cozinha vão continuar em 2011, combinado?
Senhor,
quisera
neste Natal
armar uma
árvore dentro do
meu coração e nela
pendurar, em vez de
presentes, os nomes de
todos os meus
amigos. Os amigos de longe e
os de perto. Os antigos e os mais
recentes. Os que vejo a cada dia e os
que raramente encontro. Os sempre lembrados
e os que às vezes
ficam esquecidos. Os
constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e os das horas
alegres. Os que sem querer magoei, ou
sem querer me magoaram. Aqueles a quem
conheço profundamente e aqueles que me são
conhecidos apenas pelas aparências. Os que pouco
me devem e aqueles
a quem muito devo. Meus
amigos humildes e meus amigos
importantes. Os nomes de todos os
que já passaram pela minha vida. Uma
árvore de raízes muito profundas, para que
seus nomes nunca mais sejam arrancados do
meu coração. De ramos muito extensos, para que
novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se
aos existentes. De sombra
muito agradável, para que nossa
amizade seja um momento de repouso,
nas lutas da vida. Que o Natal esteja vivo em cada dia
do Ano Novo que se inicia, para que as luzes e cores da vida
estejam presentes em toda a nossa existência e concretizem, com
a ajuda de Deus, todos os nossos desejos. Feliz Natal!
Feliz Natal!
Feliz Natal!
Feliz Natal!
Feliz Natal!
beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma história com sabor de Natal



Minha amiga Patricia Madelaine, a Patty, nasceu na ilha de Guadaloupe, nas Antilhas francesas. Muito jovem, porém, mudou-se para a América com a mãe, Geneviève, uma jovem viúva recém-casada com um americano 'da gema', o Vick, também viúvo, mas não tão jovem, que cuidou de minha amiga como se fosse sua própria filha. Foram viver perto de Boston, Mass, uma região onde se preservam as mais antigas tradições americanas, por ter sido o lugar por onde os primeiros peregrinos ingleses entraram no novo país.

Criada tradicionalmente, Patty, no entanto, possuia uma alma cosmopolita e logo conheceu um 'gato' brasileiro, Gilmar, descendente de italianos, que morava e trabalhava nos Estados Unidos há oito anos, em busca do 'sonho americano'. Apaixonaram-se, casaram e tiveram um filho, David José, um nome americano e outro brasileiro, como convinha a um casal plurinacional. Um dia, o motivo não importa muito, vieram para o Brasil, reiniciar a vida por aqui. Gilmar tornou-se sócio em um pequeno negócio da família e Patty foi ensinar inglês em uma escola de idiomas, onde eu também ensinava.

Foi lá que nos encontramos pela primeira vez, em 1995. Foi um encontro forte: olhamos uma para a outra e houve o que eu chamo de 'reconhecimento' - tenho certeza de que já nos conhecíamos de outras vidas. Nos olhamos nos olhos, sorrimos - ela muito timidamente, era o seu jeito... - e quando começamos a conversar parecia que tínhamos nos despedido no dia anterior e estávamos apenas reiniciando a conversa interrompida.

Havia muitos gostos em comum - e muitos pequenos detalhes também. Comecei a chamá-la de 'irmã de alma' e tecemos um amor e uma amizade sincera que durou 10 anos, quando ela voltou com a família para a América, em 2005, de onde partiu para o plano espiritual em 2006, exatamente no mesmo dia em que minha amada mãezinha também se foi. Gilmar, David e Geneviève continuam meus amigos queridos.

Tudo entre nós foi muito intenso, parecíamos saber que o tempo seria curto e tentamos aproveitá-lo ao máximo.

Uma das coisas que tínhamos em comum era o gosto pelo Natal. Para alguém que viveu em um lugar tradicional dos Estados Unidos, era natural que assim fosse. Mas, eu, brasileira, possuia uma visão de Natal muito diferente da maioria dos brasileiros, para quem esta data é ou um momento de tristeza, pela saudade dos entes queridos que já se foram; ou um período de consumo desenfreado; ou, ainda, uma época de excessos à mesa. Sempre gostei de montar a árvore em casa e decorar tudo com enfeites que fui juntando ao longo da vida. O presépio ocupa lugar de honra. Amo enviar mensagens, ver filmes sobre o tema, cantar as canções de época junto aos meus queridos e fazer minhas homenagens ao Grande Aniversariante do dia. Na véspera, gosto de preparar uma refeição singela e compartilhá-la com os meus mais próximos, em uma mesa preparada com carinho e esmero e cheia de velas acesas e, depois, fazer com todos uma oração de agradecimento pelas bênçãos recebidas.

Acontece que sou um pouco preguiçosa e não gosto nadinha de pratos complicados. Patty, ao contrário, adorava experimentar coisas elaboradas e nunca se esquecia do tradicional peru recheado, com um molho chamado gravy, e uma bela torta de maçã com a crosta bem crocante. Ela preparava milhares de crostas, até acertar o ponto. Como eu não dispunha da mesma paciência, acabou por conseguir uma receita de torta de maçã de fácil preparo e sem crosta, para que eu também pudesse ter a minha iguaria típica no Natal.

É esta receita que passo agora a vocês, caso queiram prepará-la para sua ceia com a família e os amigos. É uma torta pequena e, dependendo do número de pessoas à mesa, melhor fazer mais de uma, ou duas. Mas não tente dobrar a receita: segundo um amigo que experimentou, não funciona. Aí vai.

TORTA DE MAÇÃ DINAMARQUESA (Dannish Apple Pie)
Ingredientes
1 ovo
150 g de manteiga
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de trigo (eu misturo um pouco de integral)
3 maçãs verdes, ou da nossa Gala brasileira, que é levemente ácida
1 colher (sopa) de açúcar, misturada com 1 colher (sobremesa) de canela em pó
1/2 xícara de nozes trituradas
Modo de preparo
Em uma vasilha misturar bem o ovo, a manteiga, a farinha de trigo, o açúcar e as nozes. Resulta uma textura bem densa. Descascar as maçãs, parti-las em quatro no sentido do comprimento, tirar as sementes e cortá-las em fatias finas em formato de lua crescente. Em um pyrex de cerca de 25 cm de diâmetro, untado levemente, colocar as fatias de maçã fazendo um arranjo em círculo. Sobre elas, polvilhar o açúcar e a canela previamente misturados, cobrindo tudo.
Delicadamente espalhar a massa já pronta sobre as maçãs polvilhadas, com a ajuda de uma espátula, ou uma colher. Quando estiver bem distribuída a massa, faça desenhos com um garfo sobre a superfície e leve para assar em forno médio, até que adquira uma cor dourada. Espere esfriar e sirva.

É simples, mas posso garantir que é de-li-ci-o-sa! Todo mundo que já experimentou esta minha simples tortinha, comeu a valer e pediu a receita. Depois me contem. Beijos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E por falar em temperos...


Olá! O tempo é de chuva e arcos-íris fazendo curvas e pintando o céu. E nós no sítio, plantando, plantando...
Hoje, depois de um breve intervalo, venho falar do alecrim. Rosmarinus officinalis, nome e sobrenome de ervinha da boa. Em inglês, chama-se Rosemary e apesar de ser 'o' alecrim, a alma é feminina. Vejam só: ocupa um lugar especial nos jardins de ervas do verão pela delicadeza de seus ramos e seu perfume; tem sido usado na culinária desde tempos remotos; sua reputação de fortalecedor da memória tornou-o um símbolo da fidelidade para os amantes. Além disso, suas florinhas delicadas possuem um tom de rosa suave que tem tudo a ver com a mulher.
No passado suas folhas eram queimadas para purificar o ar e repelir insetos. Acreditava-se que um bolsinha com alguns raminhos dentro protegiam até mesmo contra a peste.
Na culinária, usa-se o alecrim para temperar saladas e purês de frutas. Dá sabor a batatas assadas e molhos a base de manteiga. Alguns gostam de usar alecrim para temperar carnes, mas eu o considero indispensável para sazonar peixes assados, seja fresco ou desidratado. Além de perfumar, confere um sabor irresistível e o peixe fica decorado e lindo! Afinal, o apetite começa pelo olhar...
Raminhos de alecrim espalhados pela casa no verão dão uma sensação de frescor e quando se faz churrasco, seu cheiro espanta os insetos que teimam em querer pousar sobre a carne crua.
No aspecto medicinal, o alecrim estimula a circulação, em especial em banhos de imersão; como consequência, alivia dores no corpo pelo aporte de sangue no local. É um grande auxílio na digestão de gorduras, prevenindo as placas.
Dotado de tantas qualidades e sendo planta de pequeno porte, o Rosmarinus deveria estar em todas casas: nos apartamentos, em vasos sobre o parapeito das janelas; nas casas com jardim, plantado como bordadura de canteiros. Enfeita e só faz bem.
Em tempo: alguns 'mateiros' - aquelas pessoas que vivem na roça e possuem um conhecimento intuitivo e prático das plantas medicinais - recomendam que não se deve ingerir alecrim durante a gravidez, pois ele teria propriedades abortivas. Não disponho de qualquer dado científico sobre o assunto, mas, pelo sim, pelo não... melhor não arriscar. Existe, ainda, uma espécie conhecida como alecrim-do-campo, com o qual se faz vassouras para limpeza - inclusive energética! Eu não dispenso.
Pois é: dezembro está aí e, a despeito de todas as perturbações com que a mídia tem nos bombardeado, este é, tradicionalmente, um período de paz, pois comemora-se a vinda do Grande Avatar, aquele que veio trazer uma mensagem de amor, compaixão e fraternidade. Pensando Nele, vamos nos ocupar em concentrar energias do bem, de modo que a gente possa abrir os portões de entrada para um novo ano cheios de esperança em um tempo melhor. Beijos.
Esqueci de dizer e voltei para editar: com os ramos do alecrim é possível trançar uma linda coroa do Advento para pendurar na porta e esperar pelo Natal.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rapidinhas da cozinha: esclarecimento

(imagem da internet)
A partir do comentário e da dúvida de uma amiga querida a respeito do louro, venho aqui esclarecer e o faço em nova postagem para que todos possam se beneficiar da informação.

Laurus nobilis, ou seja, louro é uma denominação geral para vários tipos da planta. Dentre os subtipos, só um é comestível: o nosso conhecido, chamado sweet bay (baía doce). Os demais são todos venenosos. Por isso, minha sugestão é:
1) não comprar louro, ou qualquer outra erva, nos chamados 'raizeiros', a menos que seja pessoa conhecidamente idônea e em quem você confie, ou que tenha um estabelecimento regular e legal para a comercialização dos produtos;

2) para temperar, fazer chá, ou qualquer outro uso para INGESTÃO, utilize as marcas disponíveis nos supermercados e lojas especializadas, que vêm em saquinhos, desidratados e garantem a segurança do produto. Lembre-se que, como foi dito, a planta é levemente narcótica e deve ser utilizada com cuidado e de acordo com a indicação.

A fonte da informação sobre o sweet bay é:
HERBS. DK Pocket Encyclopedia. Contributing editor: Lesley Bremness. 1992
Saiba mais:
Venenosas - plantas que matam e também curam
Autor: Gil Felippe
Editora Senac

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Prece hindu

(imagem da internet)
Meus queridos, passei uma semana lá no sítio. Estou aqui de passagem, vim fazer meu trabalho e volto amanhã, ou depois. Lá é onde me renovo, em todos os sentidos. Quem me lê descrevendo minhas experiências naquele cantinho deve imaginar que é um paraíso na terra. De fato é, para mim. Não pensem, porém, que seja um lugar cheio de luxo, com hectares e mais hectares de terreno. Tenho pouca terra, mas aproveito toda ela plantando, primeiro porque quero ser saudável; depois, porque sou descendente de imigrantes italianos, de quem herdei o amor pela agricultura; e, ainda, porque amo remexer no chão, jogar as sementes, esperar ansiosamente pelos brotinhos novos surgindo e a vida se renovando.

Minha casa é muito simples - e muito lindinha, eu acho! -, do tamanho ideal para uma família de três pessoas. Mas, as paredes exalam o amor com que as impregnamos e quem já foi lá sentiu-se acolhido e feliz.

A cada temporada que passo ali - são períodos mais longos, porque meu marido e eu somos aposentados e meu filho, adulto portador de necessidades especiais - deslumbro-me com o poder de regeneração da natureza, com os espetáculos que nos cercam a cada dia, totalmente integrada com os ciclos da vida. Eu romantizo um pouco: muitas dessas experiências passariam desapercebidas aos olhos da maioria, porque talvez essas pequenas coisas sejam mesmo 'pequenas' demais para alguns olhares. No entanto, insisto em ver beleza neste lugar onde meu companheiro encontrou espaço para se dedicar a novas atividades, após ter deixado o trabalho formal; meu filho encontrou a liberdade, a leveza e a alegria que o meio urbano não lhe oferece; e eu... bem, eu estou feliz onde minha família é feliz.

Venho aprendendo, nesta existência, que o que nos faz verdadeiramente plenos não são coisas sofisticadas, ou complicadas. É preciso muito pouco para ser feliz de verdade: saúde, um cantinho sossegado, o sol sempre voltando, comida boa no prato, sono de qualidade ao final de um dia de trabalho útil, amigos queridos, livros e filmes que valem a pena serem lidos e vistos, a chance de fazer diferença na vida de algumas pessoas e, sobretudo, a PAZ.

Por tudo isso, hoje partilho com vocês uma oração que integrei à minha vida.


É maravilhoso, Senhor, meus braços perfeitos

quando há tantos mutilados;

meus olhos perfeitos, quando tantos não têm luz.

Minha voz que canta, quando tantas emudecem.

Minhas mãos que trabalham, quando tantas mendigam.

É maravilhoso, Senhor, voltar para casa

quando tantos não têm casa para onde voltar.

É bom sorrir, amar, viver, quando tantos choram, odeiam, se revoltam,

têm pesadelos e morrem sem viver.

É maravilhoso, Senhor, ter um Deus para crer

quando tantos não possuem o lenitivo de uma crença.

É maravilhoso, Senhor, ter tão pouco a pedir

e tanto para agradecer.

Assim seja.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Louro, cheiroso e estimulante

(imagem do google)

A árvore Laurus nobilis - o nosso tão conhecido louro - era consagrada a Apolo, o deus grego da profecia, da poesia e da cura. Suas profecias eram comunicadas pelas sacerdotisas de Delfos, que, entre outros rituais, mastigavam folhas de louro antes de consultarem seu oráculo. Como essas folhas são levemente narcóticas quando ingeridas em altas doses, é possível que induzissem a um estado de transe. O templo de Apolo em Delfos tinha o teto todo coberto com folhas de louro, com a finalidade de proteger contra doenças, magia e relâmpagos. Uma guirlanda de folhas de louro trançadas tornou-se a marca da excelência para poetas e atletas e, para os Romanos, o louro era um símbolo de sabedoria e glória. O termo latino laurus significa láurea, ou laurel (= prêmio, honra) e nobililis quer dizer renomado (= de boa reputação). O louro foi também usado, durante séculos, como remédio contra a peste.

Aqui no Brasil, as folhas de louro são muito usadas no preparo de feijão e feijoada, além de alguns pratos de carne. Ele também compõe o famoso bouquet garni da culinária francesa, junto com o tomilho e a sálvia. Amarra-se os raminhos das três ervas com um fio comprido, antes de mergulhá-los na panela, de modo que possam ser retirados ao final do cozimento. Posso garantir que confere um sabor inigualável a qualquer preparo.

O louro também dá gosto especial aos temperos marinados, quando se deixa carne mergulhada de véspera em uma mistura de vinho e alho, para apurar. Eu o uso ainda quando faço sopas de batata, mandioca ou moranga, e para temperar ricota, junto com outros ingredientes.

Seu perfume é estimulante do apetite e uma infusão de louro auxilia a digestão. Segredinho: um ramo fresco pendurado à cabeceira da cama induz o sono.

Com tantas qualidades, deve haver outros usos para esta folha cheirosa e se vocês conhecerem algum, não se façam de rogados: podem enviar para a minha cozinha, combinado?

Amanhã vou novamente para o sítio, onde devo ficar por alguns dias. Quando chegar, entrarei em contato. Até lá, meu grande abraço.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Antidieta: comer & prazer

(imagem da internet)
Quando comecei a blogar sobre alimentação saudável, há alguns meses, refiz minha trajetória pelos caminhos da nutrição. Certa vez, li em uma revista publicada pelo Instituto Princípio Único, referência em dieta macrobiótica, o que o Prof. Tomio Kikuchi disse sobre esse sistema alimentar, criado por George Osawa e que ele introduziu no Brasil. Não me lembro agora das palavras exatas - faz tanto tempo... Mas, grosso modo, o que ele quiz dizer foi que 'dietas são para tratar problemas específicos, portanto, devem durar um tempo, até que sejam sanados, e depois volta-se à alimentação normal'. À época não digeri muito bem o que ele queria dizer. Alguns anos depois, durante um curso sobre Biodinâmica, uma abordagem um pouco rigorosa da alimentação, pelo menos no entender da minha instrutora, impressionou-me o que disse uma colega, enfermeira: "Penso que quando uma pessoa está debilitada num hospital deve comer sem muito rigor dietético. Que mal pode fazer ingerir um alimento que não seja, talvez, o mais correto, mas que a pessoa come com prazer e gosto? Acho que a recuperação também passa por aí". Mais alguns anos, em outro curso de orientação higienista, ou seja, comer bem e manter o organismo limpo, com o objetivo de prevenir doenças, minha professora falava sobre alimentação e prazer. Os pilares deste sistema, cuja meta é a reeducação alimentar, são: o que comer, quanto, quando e como. E ela repetia a todo momento a palavra compensar, querendo dizer que, mesmo que se coma de maneira errada num dia, para satisfazer um desejo, pode-se limpar o organismo no dia seguinte, tomando bastante água, sucos de vegetais e ingerindo frutas, para facilitar o trabalho de eliminação dos intestinos e mandar embora as toxinas.
Disto tudo aprendi que, se alguém quer perder peso, deve seguir uma dieta; quem tem doenças crônicas, também; quem precisa resolver um problema específico e temporário de saúde, idem. No entanto, não se deve abrir mão do prazer, no cotidiano. O segredo é não abusar de determinados alimentos com alto poder oxidativo, usar o mínimo possível de comida industrializada e processada, ingerir muita fruta - o abacaxi, por exemplo, é um auxílio luxuosíssimo - e vegetais e não abusar de sal, gordura e/ou açúcar. Mas, se um dia, você fizer tudo errado, porque não resistiu àquela lasagna à bolognesa, ou àqueles salgadinhos tipo comida de boteco, ou ao churrasco com os amigos, compense. Simples assim. Porque, vamos combinar, comer também rima com prazer.
Vou repetir aqui uma receita de suco de vegetais, que já publiquei anteriormente e é uma 'vassoura' para o day after. Aí vai:
Bata na centrífuga 5 cenouras, 1/4 de beterraba, 1 folha de couve, ou um punhado de salsa, ou outra folha verde escura, acrescente mação sem casca e sementes, 1 talo de aipo e uma fatia fina de gengibre. A fruta pode ser substituida, para variar.
Ainda sob a inspiração do filme de ontem, desejo-lhes bon appétit et... santé!

domingo, 14 de novembro de 2010

Magia dos blogs

(imagem da internet)
Acabei de ver o filme "Julie & Julia". Quando decidi iniciar um blog sobre comida, meu amigo, professor de literatura, que já o havia visto na Croácia em 2009, quando foi lançado, me disse que eu deveria assisti-lo. Não o fiz de imediato. O tempo foi passando e, com a minha preguiça de ir ao cinema, acabei deixando para ver o filme em casa, onde posso pausar a vontade, assistir parte num dia e a outra parte no dia seguinte, ficar enfiada numa calça jeans e camiseta e sentar esparramada no sofá. Tenho uma prima - meu marido a trouxe para mim quando nos casamos - que afirmava adorar salas de cinema, pois lembravam-lhe a infância, quando o pai, um cinéfilo contumaz, a levava para ver todos aqueles belos filmes europeus que a gente não encontra nas locadoras. Ela dizia que os cheiros, o tapete felpudo do chão, as cortinas de pano e as cadeiras de couro a remetiam a um tempo muito feliz e cheio de glamour. Quem viu o filme Cinema Paradiso sabe do que estou falando. Esse tempo, infelizmente, acabou. Hoje as salas são todas dentro de shopping centers, todas iguais, sem qualquer charme; o som é estridente e o tapete são milhares de pipocas e poças de Coca Cola, que nós, com nossa mania de achar que "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil" acabamos por adotar como companhia para uma sessão de cinema. E achando um sucesso. Por isso a preguiça...
Voltando ao filme: hoje, ao vê-lo entendi o porquê da sugestão de meu amigo. Para quem ainda não viu, é mais um trabalho magistral de Meryl Streep, essa mulher e atriz maravilhosa que tem dedo de Midas: onde põe as mãos - e o talento -, vira ouro puro. A personagem, Julia Child, é uma mulher de diplomata que vive em Paris e quer arranjar ocupação criativa para seu ócio. Após inúmeras tentativas, é aceita como apendiz, para desvendar os segredos da cuisine française, no famoso Le Cordon Bleu. Seu alter ego, uma gracinha chamada Amy Adams, enche a tela de graça e simpatia. Ela faz Julie Powell, uma jovem frustrada porque todas as suas amigas de escola são mulheres bem sucedidas e ela é uma funcionária pública que trabalha ouvindo queixas de cidadãos. Apaixonada pelo livro de Julia e incentivada pelo marido, resolve começar um blog, decidida a testar e publicar 524 receitas durante um ano, todas elas do livro de Child. A história segue, entremeada por cenas engraçadas e tocantes do cotidiano de ambas e, ao final... bem, o final não conto, porque quem ainda não viu deve ver: é, digamos, saboroso - em duplo sentido!
Dizem que é o primeiro filme sobre blog e achei interessante que seja sobre comida, território no qual tantos se aventuram. Inclusive eu. Guardadas as diferenças - o blog de Julie Powell é para gourmands, o meu é sobre alimentação e saúde - as questões são exatamente as mesmas: será que alguém vai ler? será que alguém vai comentar? será que vou atingir meu objetivo inicial?
Hoje, sem a ansiedade do começo, posso afirmar que, neste primeiro ano - período em que me propus testar -, o retorno foi além das minhas expectativas. Conheci gente, fiz novos amigos, me surpreendi com os visitantes das mais diferentes e distantes regiões do planeta e vou conseguindo ajudar as pessoas a comer melhor e manter a saúde.
Vou continuar no ano que vem? Sim! E quero mais: mais amigos, ser útil a mais gente e continuar a pesquisar sobre um assunto que já me interessa há tanto tempo.
Sabe aquelas listas de final de ano, na qual fazemos propósitos para o ano seguinte? Pois é: este blog estava na lista de 2009 para 2010. Vai continuar na lista!

sábado, 13 de novembro de 2010

Hipertensão: livre-se desse inimigo oculto

(imagem da internet)
O marido de uma amiga tem pressão alta. Ela, amorosa e atenta, me pediu uma sugestão de dieta para ele, que, segundo consta, é um cozinheiro de primeira linha. O interessante nesta história é que, geralmente, a recomendação para hipertensos é reduzir, ou mesmo, cortar o sal. Esta é uma ótima medida para todos nós, porque sal em excesso é inimigo da saúde em geral. No entanto, há outros recursos que podem auxiliar os hipertensos a manter a pressão sob controle e resolvi postar isto aqui, porque poderá ajudar mais pessoas. Na minha modestíssima opinião - que não é científica, apenas baseada na observação -, os problemas decorrentes da hipertensão envolvem distúrbios renais e reumáticos, além dos cardíacos e coronarianos, num segundo momento. Portanto, uma atenção mais criteriosa às alterações de pressão acabam por evitar outros males.
A ilustração acima é didática e mostra que o controle da pressão arterial passa por caminhos muito semelhantes às recomendações gerais para a manutenção da boa saúde. E há os alimentos funcionais, que aliados à medicação específica, auxiliam o paciente hipertenso. Vamos a eles.
No mundo das frutas, temos o abacate, que evita males secundários, como artrite e gota. Como é uma fruta oleaginosa, deve ser consumida com moderação. Gosto de inventar moda e ficar experimentando novas possibilidades para velhas receitas. Costumo bater meio abacate no liquidificador, com caldo de meio limão. Vira um creme bonito, que pode ser comido sozinho, ou servido como acompanhamento para saladas, substiuindo a maionese, que não faz nada bem à saúde. Aí você coloca os temperos que quiser: com chili, por exemplo, é ótimo. Aliás, pimentas em geral são ótimas para a circulação do sangue, excetuando-se a pimenta-do-reino.
A banana é uma fruta de muitos recursos: nutre, é calmante e , se comida à noite, induz ao sono. Ela é uma excelente fonte de potássio, que equilibra o metabolismo e a absorção do sódio, base do sal de cozinha.
A melancia contem uma substância, a cucurbitina, que é hipotensora, porém, como é um pouco indigesta, deve ser consumida em quantidade moderada de cada vez. Batida com água e hortelã, dilui e dá um suco delicioso.
O damasco seco dá uma boa mão ao trabalho dos rins. Costumo comer três por dia, bem lavados para tirar qualquer microorganismo, já que é vendido no peso.
O limão, de preferência o rosado, também conhecido como limão ferra-fogo, ou limão-capeta, é um aliado do hipertenso. Atenção apenas aquelas pessoas que sofrem com problemas estomacais, porque é muito ácido.
Lá no comecinho do meu blog, em março, há três postagens sobre o azeite de oliva extravirgem, que é considerado uma gordura 'do bem', portanto, aliada do hipertenso. Já a azeitona, matéria prima do óleo, deve ser evitada, porque a conserva é muito salgada.
No reino dos vegetais, três deles são, por excelência, hipotensores. O agrião, por ser diurético, que deve ser consumido sempre cru, pois no cozimento perde sua propriedades medicinais. A salsa, também diurética, usada em infusão: colocar 30 gramas de sementes em 200 ml de água fervente, deixar descansar por 10 minutos. Filtrar e beber. Muito cuidado, porém, na hora de comprar as sementes. Aquelas vendidas em pacotinhos para plantio costumam ter agrotóxico sistêmico agregado. O ideal é ter uma mudinha num vaso, deixar crescer até dar flores, separar as sementes, desidratá-las no forno e guardar para o chá. Por último, o alho, usado do jeito que preferir, como tempero, como ingrediente, ou puro mesmo. Tenha apenas o cuidado de não fritá-lo, ou cozinhá-lo por mais de seis minutos, pois perde seu princípio ativo, a alicina. O ideal é usá-lo ao final dos preparos.
E por fim, que me perdoem os carnívoros: carne vermelha é um veneno que deve ser evitado por hipertensos. Brasileiros, em geral, não conseguem imaginar reuniões sem churrasco, geralmente regado a cerveja - combinação perigosa. Quem tem pressão alta deve ter cuidado, porque a carne do churrasco é temperada apenas com sal e, por isso, costuma-se exagerar na quantidade. Não consegue resistir à carne vermelha? Coma com muita moderação: talvez um bife magro, grelhado, temperado com manjericão, caldo de limão e um pingo de molho shoyu. Fica saboroso e o estrago é praticamente nenhum, se você comer, no máximo, duas vezes na semana. E MUITO CUIDADO com embutidos em geral, que, além de hipertensivos, são também cancerígenos.
Fique longe do tabaco, tão prejudicial ao organismo como um todo; reduza o colesterol, se for o caso; e viva de olho nos rótulos dos produtos industrializados, para escolher os que têm menor teor de sódio.
Use e abuse das ervas culinárias, dê preferência ao sal marinho - encontrado em lojas de produtos naturais -, evitando o refinado, e experimente o chamado Sal Light, já disponível nas mesmas lojas, e que é uma combinação equilibrada de sódio e potássio. Evite frituras, principalmente aquelas vendidas como tira-gosto, tipo chips, que contêm muito sódio. Quem é hipertenso e também diabético, deve evitar o uso de sacarina e/ou ciclamato sódicos. Prefira a stévia de boa procedência, que não contem nenhum outro edulcorante. Cuide bem da sua pressão. Seu corpo todo agradece.
Em tempo: as informações contidas aqui são uma compilação de artigos em livros, revistas científicas e não-científicas, conversas com profissionais de saúde e nutrição, dentre outras fontes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Coentro: cheiroso, gostoso e intenso



(imagem da internet)
O coentro (Coriandrum sativum) vem sendo cultivado como erva medicinal e culinária há pelo menos 3000 anos. É mencionado em textos em sânscrito, a língua mais antiga do mundo, nos papiros egípcios, nos contos árabes das Mil e Uma Noites e até na Bíblia, numa referência ao maná, o alimento com que Deus proveu os israelitas no deserto, após a fuga do Egito.

Esta erva de cheiro intenso, bem parecida com a salsa no formato, foi trazida para a Europa pelos romanos e, combinada com cominho e vinagre, era esfregada nas carnes para conservá-las. Os chineses acreditavam que ela conferia imortalidade e, na Idade Média, o coentro era um dos ingredientes de poções do amor, por suas supostas propriedades afrodisíacas. No Peru, uma das tribos aprecia tanto as folhas e seu cheiro, que utiliza o coriandrum sativum para aromatizar ambientes. Quando está maduro, seu perfume é considerado narcótico, induzindo a estados alterados de consciência.

Aqui no nosso Brasil, o coentro é bastante utilizado no preparo de peixes, tanto fresco quanto desidratado. Mas seu uso culinário vai além: é usado em chutneys(= uma mistura de várias frutas, sementes de sabor e cheiro intensos e açúcar, que acompanha alguns pratos de carne, ou queijo); no preparo do molho curry; e suas sementes são uutilizadas para saborizar tortas de maçã. Tem gente que gosta de usar o coentro em sopas e cozidos de vegetais, como o famoso ratatouille. Eu, particularmente, prefiro a versão desidratada, porque cheiros muito fortes me dão dor de cabeça.

Sua utilização como erva medicinal é sob a forma de chá (infusão), como tônico digestivo e sedativo leve. É um estimulante da função hepática e combate gases intestinais.

Receitinha de ratatouillle:

Ingredientes
6 cebolas médias
6 tomates
6 abobrinhas italianas
1 beringela grande
1 pimentão verde
1 pimentão vermelho
2 dentes de alho
Sal a gosto
Pimenta-do-reino (opcional; eu evito porque é de difícil digestão)
1 folha de louro
Sementes de coentro (ou uma colher de coentro desidratado)

Modo de preparo

Corte a beringela em rodelas finas e deixe de molho em uma vasilha com água e vinagre por 15 minutos para retirar o tanino (que lhe confere o gosto amargo).
Corte as abobrinhas em rodelas finas.
Corte o tomate em cubinhos, sem pele e sem sementes.
Retire as sementes dos pimentões e corte em tiras.
Coloque o azeite numa panela e doure as cebolas cortadas em rodelas finas, acrescentando depois o alho amassado.
Junte, em seguida, os legumes, o louro e o restante dos temperos, tendo o cuidade de não 'machucar' os legumes.
Cozinhe em fogo baixo, com a panela semitampada, até que os legumes fiquem tenros.
Sirva com arroz.

* O ratatouille é um prato de origem francesa, da região da Provença, e foi título e tema de um desenho divertidíssimo da Disney-Pixar.

Neste fim de semana vou dar um tempinho de postar sobre ervas e partirei por outros assuntos. Na segunda, retorno. Beijos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poderes mágicos do manjericão


(imagem da internet)
Esta importante erva culinária, com seu odor quente, eleva o ato de cozinhar à altura das inspirações poéticas. Nativo da India, o manjericão, também conhecido como basílico, é reverenciado como uma planta imbuída de essência divina e, por este motivo, os indianos costumam jurar sobre um raminho dela em seus depoimentos nos tribunais de justiça. Consta que crescia manjericão ao redor do túmulo de Jesus Cristo, após sua Ressurreição, e por isto nas Igrejas Ortodoxas Gregas benze-se a água com suas folhas e vasos da planta ornamentam os altares.

Há várias espécies diferentes de manjericão, inclusive um que cresce em arbustos e é nativo da América Latina. No Haiti, ele pertence à deusa pagã do amor, Erzulie, e é considerado um poderoso protetor energético; na região rural do México costuma-se carregá-lo no bolso para trazer um/a amante de volta. Gosto muito destas histórias e tradições.

Lá no sítio cultivo o verde e o roxo. O manjericão verde é o que se usa para fazer molho pesto, que acompanha massas, uma receita originária de Gênova, na Itália; e o roxo eu uso junto com fatias de queijo para fazer omeletes. O sabor é mesmo divino.

Qualquer dos dois pode temperar saladas e o segredinho é usá-lo fresco, não picá-lo, mas rasgá-lo com as unhas, imergi-lo em azeite e colocá-lo ao final do preparo. Com tomates, então, é uma delícia, tanto que o topping da pizza marguerita é preparado com os dois. Para perfumar uma pasta de alho feita em casa, basta acrescentar manjericão rasgadinho e deixar apurar. Usa-se menos sal e ganha-se em saúde. Eu gosto também de preparar vinagres com ervas e o de manjericão fica saboroso e lindo de se olhar, quando se prepara com o raminho florido em um recipiente de vidro bonito. A propósito, o Natal vem aí e é uma ótima idéia presentear com algo preparado por nós, concordam?

Sua planta, que é um arbusto pequeno, facilmente cultivável em vasos, ajuda a espantar mosquitos no verão, e atrai abelhas, que são polinizadoras competentes. Manjericão gosta de locais ensolarados, como parapeitos de janelas em apartamento, onde é muito decorativo, principalmente se você misturar o verde e o roxo.

Quanto ao uso medicinal, macere (= machuque e deixe no líquido até liberar o princípio ativo) umas folhinhas em vinho por algumas horas e tome como tônico revigorante nos dias de estresse e cansaço. Uma infusão de manjericão facilita a digestão. Ele também é muito usado em aromaterapia.

Minha receita de molho pesto:

Ingredientes

2 xícaras (chá) de folhas de manjericão verde

2 dentes de alho (afervente-os para obter um sabor mais suave)

1/2 xícara (chá) - ou mesmo um pouquinho mais, se desejar uma textura menos densa - de azeite extravirgem de boa qualidade

2 colheres (sopa) de nozes

1/2 xícara (chá) de queijo parmesão de boa qualidade ralado

Sal a gosto (modere, porque o queijo já costuma ser bem salgado)

Modo de preparo

No processador (ou no pilãozinho) bata o manjericão com o alho e o azeite.Adicione as nozes, o queijo, o sal e bata novamente, mas sem deixar uma pasta completamente homogênea. Retire do processador, coloque em um pote, de preferência de louça, cubra-o com um fio de azeite - para não oxidar! - e reserve em geladeira até o momento de servir.

Eu como sobre fatias torradas de pão italiano. Adoro!

Beijos. Mais ervas amanhã.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Visualização número 1000!

(imagem do google)


Muita gente comemora seu número 1000. Pelé e Romário, por exemplo, já comemoraram seus gols #1000.
Hoje, modestamente, mas igualmente feliz, estou celebrando com vocês minha visualização de página número 1000! Viva!!! Para quem começou um blog em janeiro deste ano, sem qualquer expectativa em especial além de compartilhar o que aprendi sobre comida saudável e deixando as coisas acontecerem naturalmente, fui surpreendida com o número de pessoas que visitaram a minha cozinha e se tornaram seguidores, e alguns deles, bons amigos! Conheci gente bacana aqui, recebi incentivo e hoje muitos me reenviam mensagens que chegam a suas caixas postais e que tratam de alimentação e saúde.
Uma das maiores emoções foi poder repassar dietas especiais para problemas específicos. Fui diagnosticada com câncer de mama há 4 anos, me livrei dele, vou virando a página, estou bem de saúde e pude - e continuo podendo! - ajudar muitas pessoas, não só com informações sobre alimentos que previnem e tratam a doença, como também oferecendo meu carinho, passando a elas minha fé na vida e nos amigos do Alto, abrindo minha alma com amor.
Por tudo isto quero celebrar com vocês minha visualização número 1000 e agradecer suas visitas, sua confiança e sua amizade.
Um abraço carinhoso. Saúde!

Orégano: tempero da alegria :-)



(imagem do google)

Oros ganos, alegria da montanha. Era assim que os gregos chamavam aquela plantinha que subia pelos morros e perfumava o ar. Acreditavam que havia sido inventada pela deusa Afrodite como símbolo da felicidade. Usavam o óleo após o banho para massagear a testa e o cabelo. Já no antigo Egito, era bem conhecido o poder de cura do orégano. A Europa veio a conhecê-lo a partir da Idade Média, onde foi introduzido como 'erva para perfumar', utilizado nas águas de banho e em sachets dentro dos móveis. Foi, também, usado combinado com óleos para lustrar móveis e deixá-los com bom cheiro. Bem mais tarde, descobriram sua utilidade como chá, para resfriados e dores de cabeça.

Sua folha, pequenina, mas resistente, é, hoje, largamente utilizada na culinária. Nos supermercados, encontra-se as folhas secas em pacotinhos ou pequenos frascos. Mas, nas feiras livres e em mercadões é possível achar mudas de orégano fresco em vasinhos . O perfume é embriagador e abre o apetite na hora.

Aqui ele é mais conhecido como tempero de pizzas e outros pratos da cozinha italiana, inteligentemente por sinal, pois facilita a digestão. Mas, há mais usos para o orégano, Eu, por exemplo, uso em saladas que levam tomate cereja e mussarela de búfala; em torradinhas com manteiga de alho; em molhos a base de manteiga para acompanhar peixes. Para quem gosta, pode-se acrescentar chili, aquela pimenta mexicana. Fresco, eu coloco em omeletes de queijo.

Usado em travesseiros de ervas, o orégano predispõe a um soninho relaxado...

Seu uso medicinal mais eficaz é sob a forma de chá para tratar resfriados, dores de cabeça de fundo nervoso e irritabilidade. Umas gotas do óleo essencial - encontrado em farmácias de manipulação - no banho de imersão funcionam como relaxante muscular.

Se você quiser cultivar uma muda de orégano em casa, escolha um vaso longo, do tipo jardineira, pois ele é miudinho, quase rasteiro e espalha. A planta fêmea dá uma flor linda, muito decorativa. Coloque-o em lugar onde bata muito sol e molhe no máximo duas vezes por semana.

Gostou? Amanhã tem mais. Beijos

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Humm, que delícia!

(imagem do google)
Prometi falar de ervas 'do bem' aqui quando criei este cantinho, mas parti por outros assuntos, fui seguindo minha intuição e as demandas dos meus seguidores e, assim, decidindo, sem, muitas rédeas, o caminho a seguir a cada dia.
Andei falando de algumas dessas plantinhas aqui e acolá, em postagens anteriores, mas elas nunca foram o assunto principal, as estrelas dos textos.
Sem problema. Chegou o momento de falar delas - e como acredito piamente em minha intuição, acho que elas estão chegando na hora certa. Com certeza, ocuparão mais de uma postagem, dada a riqueza de recursos e versatilidade destas folhinhas coloridas, que, com seu jeitinho modesto e encantador, saborizam, tratam, enfeitam e perfumam.
Enquanto escrevo, vou ouvindo o programa Brasil das Gerais, na TV Minas, e descubro que estou aderindo à permacultura, um conceito criado por dois australianos, que sistematizaram o conhecimento de povos primitivos com o objetivo de 'troca, permuta' equilibrada e respeitosa com a natureza. Em minha casa, as ervas estão plantadas em grandes vasos enfileirados em frente à porta da cozinha, à mão para serem usadas. Interessante: pequenos gestos fazem diferença. Fazemos compostagem com folhas que caem, restos de cozinha, como cascas e água de cozimento, e terra, para adubar os jardins e a horta. E, definitivamente, não usamos defensivos agrícolas. A partir desta temporada de águas, vamos aumentar a captação de chuva para molhar os canteiros durante a seca. Deste modo, tentamos deixar um mundo melhor para as futuras gerações. É como a gotinha de água no bico do beija-flor: não apaga o incêndio, mas vamos fazendo a nossa parte.
É importante mencionar que tais medidas fazem com que as ervas tenham mais qualidade, perceptível no perfume e no sabor. E também que fazer mudanças, como reduzir o sal e privilegiar as ervas no preparo dos alimentos, fazem uma significativa diferença para a nossa saúde.
Já pesquisei muito sobre ervas, em publicações as mais variadas, desde revistas e compêndios de três décadas atrás, até uma enciclopédia, Herbs, da Editora Dorling Kindersley de Londres, e livros de culinária. Sou fascinada por elas e vou tentar resumir de maneira didática sobre as propriedades daquelas mais comuns na cozinha brasileira. Começo amanhã, combinado? Inté.