terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amizade verdadeira

(imagem da internet)

Como não possuo formação acadêmica nas áreas de saúde e nutrição, por vezes me invade certo pudor de estar postando informações sem qualquer qualificação para isso. Na verdade, tenho o cuidado de fornecer as fontes, de divulgar os nomes e de me ater ao que foi publicado. Mesmo assim, peço 'consultoria' dos amigos verdadeiros, aqueles que têm vontade de incentivar, mas também a liberdade de criticar. Foi o que fiz com a última postagem: afinal, estava tocando em 'um assunto muito sério'. Quando adoeci, tive a felicidade de encontrar, ao longo da jornada, profissionais que hoje são também amigos de fato, a quem tenho a confiança de pedir as orientações técnicas, mas também palpites sobre meus projetos.

Luiz Eduardo Toledo Avelar foi meu cirurgião plástico. Continua sendo um desses amigos. Passamos juntos um ano inteiro, tentando reconstruir o que a doença levou. Estabeleceu-se uma grande camaradagem entre nós e um vínculo de respeito mútuo que muito bem me faz. Pedi a ele que lesse a publicação e me desse uma opinião sincera. Vou postar a resposta, não apenas porque ele pediu, mas porque mostra sua sensibilidade e aquilo que descobrimos em comum: a vontade de ser úteis aos nossos semelhantes. Aí está:

"Angela, estou a poucas horas de viajar, mas não pude resistir...Tentei postar este comentário no seu próprio blog, mas não "foi". Deve ter sido algum erro meu mesmo. Sou meio ruim com isso (quanta modéstia!). Conforme combinado, li sua última mensagem e não consegui deixar de te responder. Li há algum tempo o livro de uma jornalista brasileira, chamado Tire esta mágoa do peito, em que a autora atribui a formação do câncer de mama a 'lixos mentais' que armazenamos. Lógico que sabemos o quanto a mente nos domina e que a mesma seria perfeitamente capaz de produzir uma doença (seja ela qual for). No entanto, acredito piamente que somos frutos de nossos hábitos, de nosso meio... Aquele 'papo' de sermos o que comemos toma uma proporção realmente significativa. Acredito que muito tem ainda a ser descoberto, porém estudos recentes nos remetem à importância dos alimentos funcionais. Se, por um lado, alguns tipos de comida nos fazem muito mal, alguns alimentos nos defendem, aumentam nossa imunidade, combatem doenças... Sou apenas um aprendiz, sem conhecimento científico suficiente e sem causa própria (felizmente!), mas me curvo ao poder de nossa amiga linhaça, da nossa querida soja, do poderoso alho e seu xará poró, entre tantos outros. Não se preocupe em invadir territórios quando, na verdade, territórios nessa área não existem... O que existe é uma grande sede por conhecimento, um profundo respeito e amor ao ser humano (emocionante!) e uma grande vontade de ajudar o próximo!

Muito obrigado, Angela, pela oportunidade que você me deu de ter acesso ao seu vasto conhecimento (generosidade!) e, por favor, sirva-nos do seu banquete!!!! Luiz Eduardo

PS: - Se conseguir, poste por mim esta mensagem no seu blog; - foi lançado um outro livro, Força na peruca, que conta de forma cômica a situação de uma mulher que passou por um câncer de mama, encarando-o de frente. Acho que vale a pena conferir. " (os grifos são meus)

Obrigada, Luiz Eduardo! Você me inspira a continuar.



6 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

Ângela, iluminada, amada!
Tô aqui com a torneira aberta...(será que um dia deixo de ser assim tão emoção? tão piegas? tão crente em médicos com Luiz? quero nauuuummm!)Mais um "em comum" na nossa história de vida...L.E. é quiném o Piga e outros raros doutores que não tenho uma dúvida sequer, que foram enviados pelo PAI para missão ESPECIAL! Nossos caminhos, finalmente, se encontram...(tudo a seu tempo) e nesse "rê"encontro sinto algo MARAVILHOSO por demais se configurando e concretizando!!! Minha amigamada, ILUMINADA, vamos em frente! Temos muito o que fazer...por muitos e por nós mesmas! Amo você de viverrrrr!!!
Beijuuss (meio salgadinhos pelas lágrimas que insistem em correr) n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

P.S: rsrs euzinha, particularmente é claro, adorei o texto "justificado"... mais clean, mais belo (se é possível)de ver!

José Luiz Foureaux de Souza Júnior disse...

Minina, minina, minina... já gostei desse Luiz Eduardo! Intuição fortíssima: esse é "do" bem! Que coisa hein, minha senhora! Os comentários dele são um contraponto bachiano às suas palavras: harmonia pura! Puríssima!
Evoé!!!
beijinho

Angela Fonseca disse...

Querida Rê, imagina o quanto fiquei emocionada com a resposta de L.E. Mas, não me surpreendeu: ao contrário de tantos colegas de profissão, ele tem uma porta aberta para novos e importantes conhecimentos em outras áreas. Vamos formando uma corrente, né? Beijos

Angela Fonseca disse...

Ei ZéLu, enfim apareceste, meu margarido do coração! Viu só? Você é muito chic mesmo: 'contraponto bachiano', ui! Aprendi também a ilustrar, reparou? Tô feliiiiiz! Volte sempre! Beijos 1000 no Brasil!

Mulher de Peito disse...

Angela, na minha entrevista pré operatória, fui questionada, pelo anestesista se além do câncer eu tinha mais alguma doença.
Eu respondi, não doutor.
Para se ter câncer é necessário ter muita saúde.
Parece paradoxal.
Digo isso, sem pestanejar, eu só passei pela quimioterapia, com pouquíssimos efeitos colaterais, devido a minha alimentação.
Anterior a esse câncer.
Eu tive um bonus.
E se aliado a isso, a gente tem ao nosso lado pessoas, iluminadas, com a mente aberta, com o Dr. Luiz Eduardo.
Quanto a Câncer de Mama versos Lixos mentais armazenados.
Preciso estudar um pouco mais sobre isso.
Porque no momento, pessoalmente é tão improvável.
Tenho muito que aprender.
Um forte abraço.

Wilma


Com certeza, fica tudo mais fácil.

Angela Fonseca disse...

Querida Wilma, 'lixos mentais' costumam ser aquelas magoazinhas guardadas, às quais não prestamos atenção; pequenos estresses do dia-a-dia; 'sapinhos' que a gente vai engolindo sem perceber e tudo tem efeito cumulativo. Não adianta chorar sobre o leite derramado, até porque a vida segue adiante, né? O mais importante agora é se permitir ser você mesma, com suas virtudes e defeitos, aprender a dizer não, guardar nada que te amole. Fé ajuda muito, é fundamental. E, quem sabe, um trabalho voluntário com gente que está sofrendo mais do que nós mesmas... Foi assim comigo, talvez funcione com você. Coragem, garota! Vamos fazer hora-extra nesta existência! Beijos.