terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vinagre bem temperado: primeiro movimento

(imagem do google)

Lá fora um calorão, sensação térmica de quase 40 graus. Na cozinha, fogão apagado, de folga. Uma pitada de sal, ou, talvez, uma colher (de chá) de molho shoyu; um pouco de azeite extravirgem de boa procedência; quem sabe umas ervinhas; e... vinagre, de preferência de maçã, ou de sidra, como também é conhecido. Depois, é só espalhar por cima uns croutons de pão integral delicadamente esfregados em alho cru esmagado e pronto: qualquer salada vira acepipe, "manjar dos deuses" num dia assim.
A palavra vinagre resulta da combinação dos vocábulos latinos vinum e acrem e significa vinho acre. Sua origem se perde na noite dos tempos. Como tudo tem sua história, diz a lenda que um senhor preparou um suco fresco, adoçado apenas com o açúcar da fruta e guardou-o em um recipiente hermeticamente fechado. Em pouco tempo a preparação fermentou e transformou-se em uma beberagem inebriante, hoje conhecida como vinho. Mais algum tempo e o tal senhor acabou por lembrar-se do suco preparado e foi abrir o vaso. Surpreso, constatou que, em contato com o ar, o líquido havia se tornado uma bebida muito, muito ácida. A partir de então, o vinagre fez sua triunfal entrada no mundo. Triunfal e importantíssima: surgia uma substância com a capacidade de sazonar e preservar alimentos, além de um remédio quase universal.

Mas... o que é o vinagre? "Tecnicamente é um líquido ácido obtido da fermentação acética do vinho, da cerveja (e da maior parte das bebidas moderadamente alcóolicas), de alguns cereais e frutas, como a maçã. Durante a fermentação o alcool se mistura ao oxigênio do ar e se transforma em ácido acético e água." (Emily Thacker em O VINAGRE)
A rigor, o vinagre é mais conhecido como tempero e/ou ingrediente de conservas. No entanto, sua versatilidade é enorme e seus poderes curativos e reparadores, incontáveis. Bastante divulgada também a sua utilidade como produto de limpeza. Para se ter uma idéia, basta colocar legumes, hortaliças e verduras em uma solução com uma colher de sopa de vinagre para um litro de água. Em vinte minutos essa mistura limpa os alimentos de microorganismos nocivos à saúde e, de quebra, livra-os de agrotóxico residual.
Aqueles que desejam perder peso - quem não quer? -, podem tomar pela manhã, em jejum, um copo de água com uma colher (de sopa) de vinagre de maçã de boa qualidade. Aliás, seus apreciadores comentam que ele é capaz de curar e/ou prevenir um sem-número de doenças, tais como: aliviar a artrite, a ardência no estômago e a tosse, inclusive como sintoma de asma; curar irritações de garganta; parar soluços e diarréia; retardar a osteoporose; reduzir os riscos de câncer; melhorar a digestão e a memória; e proteger o cérebro das mazelas do envelhecimento. Sua coloração amarelo-dourada deve-se aos taninos resultantes da ruptura das células de maçãs frescas e maduras. E taninos são agentes conservantes naturais. Ou seja, aquela palavrinha que entrou na moda: antioxidantes. Com tantos predicados, deveria, na verdade, chamar-se panacéia, concorda?
Por incrível que pareça, continua...

OBS.: Os créditos, indicações e referências virão ao final da série, ok?

2 comentários:

José Luiz Foureaux de Souza Júnior disse...

Pois menina... aprendi uma lição hoje! Alguma coisa sobre o vinagre eu já sabia, mas a procedência e a clareza com que você explica a etimologia... hum... deu água na boca!!!
Adorei!
beijinho

Regina Rozenbaum disse...

Ângela Amada
Num sabia disso tuuuudo não!!!! UAU...bacanérrimo!
Beijuuss n.c.

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