quarta-feira, 3 de março de 2010

O que os povos do Mediterrâneo ensinam

Falávamos de uma dieta que nada tem de 'milagrosa', mas que demonstra, de fato, retardar as mazelas do envelhecimento. Está aí, nos livros, nas revistas, nos jornais, na tv, no google: a culinária mediterrânea.
E a estrela de primeira grandeza naquele canto do mundo é... o azeite extravirgem! Que, embora na moda, ainda é um ilustre desconhecido para muitos. Afinal, o que significa extravirgem?
Esse azeite é um óleo nobre resultante da primeira prensagem de azeitonas selecionadas - pressão física. Ou seja, não passa por qualquer processo de refino, conservando sabor e aroma peculiares. Suas cores, por excelência, são o verde e o dourado e seu grau de acidez não deve ultrapassar 1%. Um segredinho: quanto mais jovem (data de fabricação), melhor. Depois de aberto deve ser consumido em, no máximo, seis meses e ser conservado bem tampado e ao abrigo da luz. Tais cuidados visam preservar os polifenóis, substâncias responsáveis pelo brilho dessa superestrela. Eles são antioxidantes de ácidos graxos, ou seja, de gorduras, impedindo que se acumulem nas artérias e causem estragos no sistema cardiovascular. Além disso, os extravirgens são ricos em ômega 3, uma gordura (ácido graxo) 'do bem', que reduz os triglicérides, prevenindo os mesmos males.
Sabendo disso, sentimo-nos tentados a regar o prato com azeite extravirgem. Não é por aí.
Mesmo sendo uma gordura boa, ainda é uma gordura, portanto não se deve abusar. Temperança, sempre! Mas o óleo de oliva é um bom substituto para as gorduras saturadas. Por exemplo: podemos substituir a manteiga em vários preparos e mesmo no pão, com umas ervinhas para dar sabor.
Ficou com água na boca? As receitas vêm por aí. Até breve.

Um comentário:

José Luiz Foureaux de Souza Júnior disse...

Babei com a lembrança do sabor, do gosto, da primeira vez que provei azeite de oliva extra-virgem, in loco, em Pompeia, com pão e pimenta... Delícia!
Aguardando a sreceitas!
beijinho